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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

Uma caixa para domina-los a todos

Publicada: 08/08/2016

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Tempo de lectura: 7 minutos e 8 segundos.

Nos fins de Setembro chegará a colheita da uva. Seica este ano, não será das melhores. Quando menos na Ribeira Sacra, onde o míldio estragou muitos dos bagos. O caso é que para beber o vinho, sempre há gente, o carago é dar sulfato, algo que tenho ouvido de muito tempo na minha família. E nestas andamos já com data eleitoral para as galegas no 25 de Setembro. Eu não entendo muito, ultimamente muito menos inclusive, mas o PP com um candidato que dizia que unicamente ia presentar duas legislativas, e vai caminho das terceiras, tem o tema aparentemente fácil. Uma parte da oposição desarmada e pedindo, ao tempo, a entrega das armas ao governo.

A outra procurando ao Santo Graal ou ao caudilho Breogão numa empresa mais próxima ao conhecimento pessoal que à acção política. E por ultimo uma outra que escolheu viver das suas lutas internas, das que alimentam os médios de comunicação, dia sim e dia também. E neste rebumbio o partido no governo, aparentemente é a melhor das alternativas para uma maioria dos nossos paisanos. A verdade, se quiséramos expor um panorama mais favorável, unicamente temos que amossar uma cena económica em crescimento e umas boas políticas sociais e um desenvolvimento do auto-governo. Mas nestas vinhas também entrou o míldio.

A colheita poderia ter sido extraordinária, mas foi estragada pela mala gestão e as malas políticas dos últimos anos de governo autonómico que deixaram a um pais sem sistema financeiro próprio, a um pais sem uma política para estar no mundo, a um pais com uma sanidade mais cara e de pior funcionamento, um pais mais longe da Europa, a um pais com milhares de pessoas vivendo por debaixo dos mínimos da pobreza, um pais envelhecido e que está a morrer, melhor dito, que estão a mata-lo. E como solução para isto, desde a Junta da Galiza, não têm melhor outra ideia que “regalar” aos pães e mães aventureiros e aventureiras que decidiram ter um filho ou um filha, neste pais; “regalar” dizia, uma caixa ao estilo nórdico. Efectivamente, o regalo não está nada mal, uma caixa com coisas necessárias para a higiene dos pícaros e picaras com um toque de “idiossincrasia” galega. Essa mesma idiossincrasia tão galega que parece que resolve anos de retrocessos demográficos com uma caixa valorada em 100€. Esta claro que vivermos em realidades paralelas ou dimensões espaço-temporais diferentes os senhores e senhoras do governo galego e mais eu.

Se uma caixa com creme de “Delyplus” e azeite corporal “Johnson” é a solução à crise demográfica do pais, como a ninguém se lhe tinha ocorrido anteriormente? Como desde as cabeças pensativas do PP não achegaram esta ideia já no seu primeiro governo? Como perdemos 8 anos de governo sem esta enorme ferramenta contra a perda de população? Como chegamos a um 2015 recorde em perda de população com um saldo negativo de mais de 12000 pessoas? Como chegamos a 2015 com pouco mais de 19000 nascimentos, a cifra mais baixa de mais dos últimos 10 anos?? O que não remato de olhar é que não se estenda este modo de solucionar os problemas a outras políticas públicas, já que tão bom resultado pode chegar a dar uma caixa de regalo; pagada com os impostos de todos.

Poderia a Junta achegar uma caixa de regalo aos criadores de gado com um pouco de pasto e outro pouco de “Biona” e crise do sector lácteo para o carago!! Imaginai uma caixa com um par de eléctrodos e uma garrafa de acetileno, crise do naval para o carago!! Imaginai uma caixa com a solução a um exame de umas oposições, imaginai uma caixa com um postinho para o teu filho!! Imaginai uma caixa com uma pista asfaltada!! E mais, imaginai uma caixa com uma cita para uma prova médica sem lista de espera!! Imaginai uma caixa para o que quiserdes, e já temos a solução. Ora bem, não imaginai uma caixa de aforros galega, isso já não. Com certeza é que temos as nossas caixas e que elas estão nas nossas cabeças e no nosso entender a acção política pública, é nisso é que não somos nórdicos; nem um bocado.

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