5112 fans     1468 seguidores     43 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]

Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

Tay o robô que era “boa pessoa"

Publicada: 16/02/2017

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
0
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 6 minutos e 43 segundos.

Muitos de nós temos guardado, nesse ponto que damos em chamar memoria coletiva, imagens de momentos de grande transcendência política, que foram transmitidos pela televisão. A comunicação política nos últimos 60 anos tem o seu modo de transmissão “natural” a través da TV. Mas isto está a dar tudo um giro “coperniciano”.

No nascimento das democracias liberais, os jornais; tanto burgueses, como proletários; fizeram de transmissores fundamentais das mensagens políticas. Se bem, a leitura, nessas alturas, era um bem escasso, e unicamente uma vanguarda tinha aceso aos jornais em papel. Os fins do século XIX vieram a auge da prensa escrita como monopolizadora da informação, embora não chegaram a toda a população.

Logo chegaria a radio-difusão; os agitados anos ´20 e ´30 do século XX, foram testemunhas de como a radio achegava as mensagens políticas aos mais diversos lugares. Os grandes fascismos, com a ajuda dos alto-falantes, entram por toda parte. Entramos de cheio na política de massas e nos médios de comunicação de massa.  

O cinema teria também a sua época dourada; no que a comunicação política refere-se. O começo da II Guerra Mundial marca o principio das melhores horas de propaganda política no grande ecrã. A comunicação política em grande formato, acompanhada de imagens e som, deu uma nova perspetiva, que seria posteriormente trasladada a essa janela indiscreta que será a TV, com a sua expansão em década dos '60. 

Criou-se um “nós” com memoria coletiva, onde as imagens retransmitidas eram a realidade. O debate Kennedy-Nixon de 26 de Setembro de 1960 marcou o inicio da telegenia na política. Não é suficiente com ter um programa político, com ter um dossier com o que explicar as políticas públicas; a partir deste momento, a comunicação não verbal e a aparência de espontaneidade, tornam em fatores decisivos na transmissão da mensagem política. 

Já agora, estamos numa outra dimensão da comunicação política, onde as redes sociais e a Internet são as plataformas principais de comunicação política. Umas plataformas que não resistem ao debate e nas que é difícil, muitas vezes, distinguir o “fake news”. Nas redes é fácil conseguir mobilizações: change.org, avaaz,.. o difícil é achar consensos que sirvam para trasladar à realidade. 

Ao tempo, nas redes sociais, o anonimato, provoca uma desaparição do centro político. Nas redes, uma grande maioria, extrema as suas posturas políticas. A prontidão das mensagens e a sua suposta espontaneidade, fez chegar a comunicação política para além dos mass media tradicionais, porem fica numa versão virtual da ação política. Mas neste mundo virtual, as posturas extremófilas ganham lugar e os robôs, finalmente, transladam mensagens nesta linha. 

Uma realidade pronto-a-vestir gerada a través de robôs. Nisto já é que está a novidade, a ultrapassagem do marco natural e humano das mensagens políticas, a mensagens criadas a través da “Big Data”. Uma multidão de mensagens políticas, criadas seguindo os diversos perfis de utentes, nas diversas redes e destinadas em exclusividade a eles mesmos a través de uma cada vez mais refinada canteira de dados. 

Tornamos a uma comunicação política que afasta das mensagens maciças, agora estes robôs; esses algoritmos e programas informáticos; recolhem dados nossos que são públicos nas redes sociais e criam mensagens dirigidos e segmentados, dirigidos na sua maior parte, em base a expectativas, que podemos dar em chamar eleitorais.

Lembramos aquele robô da Microsoft, a Tay, que no Twitter passou de ser uma “excelente pessoa” a mudar para um ser xenófobo e sexista em menos 24 horas. Deste modo, seguramente é que vai começar a funcionar a comunicação política no futuro. O racional está a ser substituído pelo irracional, o coletivo pelo individual e as democracias pelas autocracias. 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Crónicas da II Restauración. A CIG mobilízase contra as políticas liberais

Álvaro Rodríguez

 O día 19 de xuño a CIG realizará unha xornada nacional de mobilizacións en defensa das rendas do traballo, da melloría da vida dos galegos, denunciando as políticas liberais existentes.    As políticas liberais ninguén as nega agora, tal vez por estar o PSOE de xerente público. Cando estaba o PP alegaban que era necesario, que era “tal e cal”. Agora xa é así e non se recatan de disimulalo. En La Voz de Galicia do 18 de xuño, Xosé Luís Barreiro Rivas explica que “tod…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Crónicas de la II Restauración. Feijóo y Sánchez

Álvaro Rodríguez

  La prensa libre, independiente e imparcial de la democracia de la II Restauración se centra últimamente en el candidato a sucesor de Rajoy, que todos apuntan a Feijoo, y en apoyar al gobierno de Sánchez en cuanto que continuador de la política económica del PP. Algunos mantienen abierta la posibilidad de que Feijoo no alcance la presidencia del PP y lo descalifican descarnadamente, con todos los epítetos peyorativos que un gallego puede padecer. Si bien, cada descalificación puede t…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Premios Peña Novo 2018

Xosé González Martínez

  Hai cento vintecinco anos que nacía en Vilalba o xurista e político máis sobranceiro do primeiro terzo do século XX. Estamos a falar de Lois Peña Novo, cofundador das Irmandades da Fala, que puxeron cabo a un período protagonizado pola reivindicación literaria. O novo movemento vaille coller o relevo cunhas intencións programáticas que abranxían a todos os sectores da sociedade, modernizando o seu discurso e integrándoo  na coordenada dos movementos nacionalistas europeos. …

Xosé González Martínez
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Enova Energia
Electrodomésticos Angel
Autos Xallas
FENAUCAM 2018
Gadis Festival O Son do Camiño 2018
Concello de Coristanco
El candidato ganador: Cómo organizar campañas electorales para ganar unas elecciones (Marketing Político)
KNM Abogados
Concello de Dumbría
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Crónicas da II Restauración. A CIG mobilízase contra as políticas liberais

Álvaro Rodríguez

 O día 19 de xuño a CIG realizará unha xornada nacional de mobilizacións en defensa das rendas do traballo, da melloría da vida dos galegos, den…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Crónicas de la II Restauración. Feijóo y Sánchez

Álvaro Rodríguez

  La prensa libre, independiente e imparcial de la democracia de la II Restauración se centra últimamente en el candidato a sucesor de Rajoy, qu…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Premios Peña Novo 2018

Xosé González Martínez

  Hai cento vintecinco anos que nacía en Vilalba o xurista e político máis sobranceiro do primeiro terzo do século XX. Estamos a falar de Lois…

Xosé González Martínez
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información