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Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

Segue a estrada de tijolos amarelos

Publicada: 30/08/2018

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Tempo de lectura: 4 minutos e 19 segundos.

Acho que a Dorothy bem pode ser a nossa Inês Arrimadas, essa mulher de bom coração e um bocado beata, que transita desde a sua imaginação pelos mundos de Oz. Do seu lado vai o Alberto Rivera, um homem que quer governar a cidade Esmeralda, ainda que for vendendo fume e com batotas de mago de feira e beberagens mágicas. 

Assim saem pelas ruas dessa imaginária Oz, percorrendo a calçada de tijolos amarelos, matando às bruxas, à má do leste, a má do norte e a todas, vierem de onde vierem!! O tema claro está, unicamente seguem essa calçada de tijolos amarelos por que levaram um forte golpe na cabeça nalgum momento e vivem num mundo onde unicamente podem ver espanhóis, dizer que atuar em democracia é “crispar” à sociedade e não se sabe quantas mais coisas. 

O certo é que o paralelismo entre a ficção do filme e a realidade desse “anovado” Ciudadanos é relativa, mas tirei um bocado de licencia, digamos que quase poética, para dar imagem a uma realidade que está a passar na agenda política, com cada vez mais intensidade. Claro está que a Arrimadas de bom coração não deve andar sobrada, o do Rivera vendendo beberagens mágicas isso já é um bocado mais atinado. Assim é que podemos falar de uma política em tecnicolor, deslumbrante, como se for feita de fogos de artificio. Mas só é isso, artificio e teatralidade. 

Nesta teatralidade temos aos que eram chamados a ser a nova política, em atitude onanista, falando sobre si próprios e para si próprios, uma e outra vez, uma e outra vez, como o espantalho do filme que anda sem cérebro e não dá para outro estado freudiano. Outros são esses de sempre, os que nunca tiveram coração, que são como homem de lata, autómatos que repetem as ordens dos seus donos.  Também temos aos que hoje são contras e amanhã a favor. Estes são os de sempre e que ficaram a porta de ter conseguido a coragem para tirar a mascara do que em verdade são.

A trama não vai muito com o filme, mas vai-se percebendo por onde vou, não é? Pois isso, uns e outros a nada fazer no médio do turbilhão, uns e outros a fazer luta partidária. O bom em democracia é que os cidadãos podemos escolher, ora bem podemos escolher o filme ou soluções para a nossa vida na realidade, onde não há estradas nenhuma de tijolos amarelos, nem bruxas, nem espantalhos sem cérebro. 

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