3496 fans     1206 seguidores     39 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Anunciate aquí - Adiante Galicia

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

Levamos anos a ficar a olhar navios

Publicada: 05/07/2016

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
0
0
0

Email Google+ Pinterest Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 7 minutos e 24 segundos.

Os dias 28 e 29 do passado mês de Junho tiveram lugar na boa vila de Pontevedra as primeiras jornadas de estudos internacionais organizadas pelo IGADI (Instituto Galego de Análise e Documentação Internacional). Não posso mais que dar os meus parabéns desde estas linhas, primeiramente ao director do instituto, Xulio Rios, pelo inteligente e contingente trabalho que é aportar uma perspectiva galega na análise das relações internacionais, e seguidamente, por extensão, aos diversos colaboradores por achegar com uma olhada plural e alongada, aberta a diversos; e as mais das vezes divergentes; pontos de vista, um saber estar no mundo, sabendo estar na Galiza.

Umas Jornadas, nas que logo de ouvirem aos diferentes palestrantes que por lá foram, serviram para que ficáramos ante duas conclusões claras e fundamentais, sobre as quais poderia dar-se um primeiro passo para o caminhar cara a uma construção de uma diplomacia e de uma política exterior criada por, desde e para o nosso pais. Uma primeira conclusão, partilhada pelos mais, e sobre a qual parece existir um amplo consenso é que o modelo de políticas, ou da chamada acção exterior, dos actuais poderes públicos da nossa comunidade autónoma, tem que pôr-se a funcionar. Seguindose a isto, esta acção exterior, ou política exterior galega, têm um espelho onde olhar-se, e um modelo de para-diplomacia a seguir; esta é o actual modelo basco. O governo de Gasteiz transcende o seu marco competencial a uma acção exterior naqueles temas onde é competente. Colhe e leva da mão a empresas e instituições, para a internacionalização da sua economia e a defesa dos seus interesses em diversos foros internacionais, já não no seio de uma UE, considerada já como organização política e de mercados internos, senão para além da mesma.

Para reflectir este caso, justamente nesta semana passada, num acto cheio de simbolismo, era plantada uma descendente da árvore de Guernica no “Mall” de Washington DC, ao abeiro de uma expedição dirigida pelo governo basco e na qual, à sua vez, trasladavam a diversos grupos empresariais locais a posição do Pais Basco como referente em muitas das novas tecnologias e da industria da inovação. Transladavam uma imagem de pais, que reforçavam com a sua posição como um ponto nodal; como “Hub” ou pivô; dentro da UE. A política exterior basca, tem lugar num pais onde poder amossarse ao mundo e onde poder fazer inversões industriais directas. O governo do Pais Basco já entende a acção exterior na UE, como política doméstica e procura novos mecanismos para alongar ao resto do mundo a sua para-diplomacia. Uma para-diplomacia por debaixo das chancelarias estaduais, encarregadas ultimamente, de firmar a paz e fazer a guerra, ou já nem bem isso.

E isto, leva-nos já a uma segunda conclusão, repetida também em cada uma das sessões destas 1ª Jornadas de Estudos Internacionais organizadas pelo IGADI: a posição atlântica da Galiza, como centro do oceano que é, ao tempo que é também, ponte que alarga a Europa cara os EUA e Canada e a toda América do Sul; tanto a da hispanofonia como à lusófona, representada no Brasil; e é que a través desta ultima comunidade, na que já estamos perto de integrarmos; a da lusofonia; chegamos para além da África e até ao Extremo Oriente. A Galiza, deveria de retomar uma posição no mundo, perdida desde a perspectiva mais mediterrânea que teve a política exterior do Reino da Espanha e pode para já iniciar uma acção exterior própria, que além de procurar o nexo, que indubitavelmente, proporcionam as comunidades galegas no exterior, e que foi eixo basculante de toda a acção de política exterior dos governos autonómicos até hoje, procure uma conexão com essa “galeguidade”, mais na forma da procura da criação de um “lobby galego” de influencia planetária.

Uma política exterior que abandone a base de programas políticos de mera ajuda social e de rápido e imediato sucesso eleitoral. Existem ao tempo, discursos e fortaleças internas que podem dar uma grande fortaleça à nossa posta de largo no mundo. Mas se calhar, todo isto, depende, no fundo, unicamente e exclusivamente, de uma vontade política de construção de uma política exterior própria e autónoma. Por certo, se quiserem seguir a ficar a olhar navios, podem visitar a web www.marinetraffic.com 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Homenaxe ao Doutor Carlos Guitián

Xosé González Martínez

Manuel Herminio e Xosé Carballido , xunto con outros amigos de Amoeiro, son os encargados de organizaren a homenaxe  ao doutor  Carlos Guitián Rodríguez o próximo sábado en Ourense. Xusto o día que cumpre noventa anos. Unha boa data para louvarmos a biografía dun médico que é un referente na medicina galega. Pero tamén porque par desta entrega ao servizo dos demais no seu exercicio profesional, tamén simboliza unha actitude ética de compromiso coa causa galeguista. O doutor Guitiá…

Xosé González Martínez
Ler máis

Ahora Lezo

Nacho Louro

Con la actualidad política me viene a la memoria una intervención en la Comisión de Defensa del Congreso de los Diputados del que fuera Portavoz de Cultura del Grupo Popular, Juan de Dios Ruano, en la que disertaba sobre la figura del héroe de la Armada Española, Blas de Lezo. Siete minutos de historia que el honroso exdiputado Ruano relató con su exquisita, pausada y entendible oratoria.    Durante los próximos días y semanas volveremos a escuchar muchas referencias a Lezo, a …

Nacho Louro
Ler máis

A mentirocracia, a próxima paragem de autocarro

Daniel Lago

Alguém, no seu sano juízo, falava em que a democracia unicamente poderia sobreviver com certo grau de verdade. Porém, hoje vivemos, segundo falam os mais, na época da pós-verdade.    Nesta nova época, a informação é múltipla, quase cada uma das pessoas nas redes sociais é um redator de noticias. Um redator que serve-se do seu “status” de anonimato para construir o seu relato da realidade, e nas mais das vezes, porém sem aplicar nada parecido ao método científico ao seu …

Daniel Lago
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Costa Artabra
OndaHit
Auto Xallas 2017
Primavera Cultural Santa Comba 2017
Concello da Laracha
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Homenaxe ao Doutor Carlos Guitián

Xosé González Martínez

Manuel Herminio e Xosé Carballido , xunto con outros amigos de Amoeiro, son os encargados de organizaren a homenaxe  ao doutor  Carlos Guitián Rod…

Xosé González Martínez
Ler máis

Ahora Lezo

Nacho Louro

Con la actualidad política me viene a la memoria una intervención en la Comisión de Defensa del Congreso de los Diputados del que fuera Portavoz de…

Nacho Louro
Ler máis

A mentirocracia, a próxima paragem de autocarro

Daniel Lago

Alguém, no seu sano juízo, falava em que a democracia unicamente poderia sobreviver com certo grau de verdade. Porém, hoje vivemos, segundo falam o…

Daniel Lago
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información