6280 fans     1582 seguidores     43 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Ingenieria Rodríguez
Adiante Última Hora
  • Cargando las noticias de última hora...Cargando las noticias de última hora...

Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

"Juntos, café para dos, fumando un cigarrillo a medias"

Publicada: 22/02/2019

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
7
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 5 minutos e 17 segundos.

Quase 40 anos depois, seguimos com o Estatuto de autonomia sem desenvolver. Aparece na minha cabeça essa opulenta frase, que mais parece derivada de uma boa enchente em qualquer furancho a pipotes de vinho: “Espanha é o único pais do mundo em que...” tão forçada e tão berrada no seu histericismo perpétuo pelo Blanco Valdés nos diferentes médios nos que insufla o seu discurso. Esse é dos homens que pode travar-se um dia a língua e igual morre ate envenenado.

Pois efetivamente, fazendo unha transposição mais calmada da axiomática frase do Blanco Valdés, Galiza é o único País do mundo que leva 40 para fazer efetiva uma lei com rango superior. Isto ficaria como palavra gravada em pedra se fôramos esquisitos como ele. Assim é que o nosso Estatuto de Autonomia de 1981 fica sem ser real, unicamente é uma escusa para manter o status-quo do poder central e que os galegos vivamos continuamente com a corda no pescoço da ré-centralização. Claro que quando digo que somos o único País do mundo nesta hipótese, não tenho que ir muito longe para ver como desde o País Basco com o seu Estatuto de Gernika até o Estatuto de Andaluzia seguem a mesma tese histórica; que não histérica; de ter uma lei de rango superior sem desenvolver.

E é que disso trata realmente a construção do estado das autonomias, uma perpetua corda no pescoço para todos os membros deste clube. A realidade jurídica que deriva do título VIII da Constituição espanhola de 1978 é uma espécie de descentralização política simbólica, já que é impossível juridicamente a divisão da unidade de soberania que legalmente sustenta a estrutura constitucional que marca o tão famoso e conhecido artigo 2, aquele da indissolúvel unidade, imposto pelos militares naqueles tempos convulsos. Qualquer esforço de confederação do estado é impossível nesta batota jurídica. Uma batota irreformável de facto, que não de iure, mas que é um travão para qualquer reforma que transcenda à forma de estado, essa da monarquia parlamentar, por muito que seja pretendida pela vontade maioritária de uma das partes, dessas regiões e “nacionalidades históricas”, já que não é possível a existência e o reconhecimento de algo que não seja Espanha.

Como diz o representante da sua permanência e durabilidade: “A constituição está por acima da democracia”. Isto claro, não dá para margem político nenhum, nem para nada.

Mais de 40 anos de autonomia e os Estatutos de autonomia, umas leis orgânicas, sem desenvolver. Não podemos deitar as culpas sobre um sistema que nunca funcionou de tudo bem e que nunca parece ter um fim. Desenharam um sistema que nunca em realidade quiseram desenvolver, já que o estado, nunca jamais esteve na hipótese de ceder competências nem de dar cabida às particularidades. Para isso criou aquele conhecido como “café para todos” com a lei de harmonização autonómica do 1982, a LOAPA; deixando fora a assimetria do sistema e convertendo o estado das autonomias numa exclusiva descentralização administrativa.

 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Parte de Laxe desaparecerá baixo o mar

Óscar de Souto

Recentemente GCiencia, El País, La Voz de Galicia, Praza.gal e outros moitos medios de comunicación, nacionais e internacionais,  recollen, en datas recentes, a nova información actualizada por Climate Central confirmando os pronósticos para as pròximas décadas debido ao aumento do nivel do mar. 300 millóns de persoas veranse afectadas ou desplazadas por este fenómeno.  Moi curioso o caso das «dunas caolínicas» da rúa Isidro Parga Pondal de Laxe (entre o campo do escaravello e a…

Óscar de Souto
Ler máis

Greta Thunberg, el Becerro de Oro al final de su idolatría

José Manuel Palacín Y Rodríguez

Ayer la Sra. Ministra de Transición Ecológica, Dª Teresa Ribera, confirmaba que el Gobierno español iba a fletar un barco (nunca contaminante), para que la joven activista sueca, la Srta. Greta Thunberg, pudiese viajar desde Estados Unidos a España con el propósito de asistir a la Cumbre del Clima que sorpresivamente se celebrará en Madrid. Inmediatamente comenzaron a proliferar comentarios en las redes sociales, casi todos ácidos e hipercríticos, al respecto de ese “capric…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Medidas “urxentes”, “sen deixar a ninguén atrás”, e tal e tal

Álvaro Rodríguez

A chamada Folga Mundial polo Clima realizouse o día 27 de setembro. Nas súas proclamas reclamaban  medidas “urxentes” entre as que  o máis inmediato era “reducir a cero” as emisións de carbono.    Greenpeace esixe o que eles denominan  a transición enerxética e ecolóxica para lograr a “neutralidade” de CO2 en 2040 en toda Europa “sen deixar a ninguén atrás”,  talvez pensando en Galicia, ou advertindo,  que moitos territorios e as súas poboacións, van quedar sen …

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
XI Ruta das Tapas Santa Comba 2019
Autos Xallas
Promo GADIS DISFRUTEMOS
SAT Busto Corzon Mazaricos
Concello de Dumbría
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Parte de Laxe desaparecerá baixo o mar

Óscar de Souto

Recentemente GCiencia, El País, La Voz de Galicia, Praza.gal e outros moitos medios de comunicación, nacionais e internacionais,  recollen, en data…

Óscar de Souto
Ler máis

Greta Thunberg, el Becerro de Oro al final de su idolatría

José Manuel Palacín Y Rodríguez

Ayer la Sra. Ministra de Transición Ecológica, Dª Teresa Ribera, confirmaba que el Gobierno español iba a fletar un barco (nunca contaminante), pa…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Medidas “urxentes”, “sen deixar a ninguén atrás”, e tal e tal

Álvaro Rodríguez

A chamada Folga Mundial polo Clima realizouse o día 27 de setembro. Nas súas proclamas reclamaban  medidas “urxentes” entre as que  o máis in…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información