7442 fans     1689 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Adiante Última Hora
  • Cargando las noticias de última hora...Cargando las noticias de última hora...

Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

"Juntos, café para dos, fumando un cigarrillo a medias"

Publicada: 22/02/2019

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
0
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 5 minutos e 17 segundos.

Quase 40 anos depois, seguimos com o Estatuto de autonomia sem desenvolver. Aparece na minha cabeça essa opulenta frase, que mais parece derivada de uma boa enchente em qualquer furancho a pipotes de vinho: “Espanha é o único pais do mundo em que...” tão forçada e tão berrada no seu histericismo perpétuo pelo Blanco Valdés nos diferentes médios nos que insufla o seu discurso. Esse é dos homens que pode travar-se um dia a língua e igual morre ate envenenado.

Pois efetivamente, fazendo unha transposição mais calmada da axiomática frase do Blanco Valdés, Galiza é o único País do mundo que leva 40 para fazer efetiva uma lei com rango superior. Isto ficaria como palavra gravada em pedra se fôramos esquisitos como ele. Assim é que o nosso Estatuto de Autonomia de 1981 fica sem ser real, unicamente é uma escusa para manter o status-quo do poder central e que os galegos vivamos continuamente com a corda no pescoço da ré-centralização. Claro que quando digo que somos o único País do mundo nesta hipótese, não tenho que ir muito longe para ver como desde o País Basco com o seu Estatuto de Gernika até o Estatuto de Andaluzia seguem a mesma tese histórica; que não histérica; de ter uma lei de rango superior sem desenvolver.

E é que disso trata realmente a construção do estado das autonomias, uma perpetua corda no pescoço para todos os membros deste clube. A realidade jurídica que deriva do título VIII da Constituição espanhola de 1978 é uma espécie de descentralização política simbólica, já que é impossível juridicamente a divisão da unidade de soberania que legalmente sustenta a estrutura constitucional que marca o tão famoso e conhecido artigo 2, aquele da indissolúvel unidade, imposto pelos militares naqueles tempos convulsos. Qualquer esforço de confederação do estado é impossível nesta batota jurídica. Uma batota irreformável de facto, que não de iure, mas que é um travão para qualquer reforma que transcenda à forma de estado, essa da monarquia parlamentar, por muito que seja pretendida pela vontade maioritária de uma das partes, dessas regiões e “nacionalidades históricas”, já que não é possível a existência e o reconhecimento de algo que não seja Espanha.

Como diz o representante da sua permanência e durabilidade: “A constituição está por acima da democracia”. Isto claro, não dá para margem político nenhum, nem para nada.

Mais de 40 anos de autonomia e os Estatutos de autonomia, umas leis orgânicas, sem desenvolver. Não podemos deitar as culpas sobre um sistema que nunca funcionou de tudo bem e que nunca parece ter um fim. Desenharam um sistema que nunca em realidade quiseram desenvolver, já que o estado, nunca jamais esteve na hipótese de ceder competências nem de dar cabida às particularidades. Para isso criou aquele conhecido como “café para todos” com a lei de harmonização autonómica do 1982, a LOAPA; deixando fora a assimetria do sistema e convertendo o estado das autonomias numa exclusiva descentralização administrativa.

 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Los amos del progresismo

Álvaro Rodríguez

El grupo PRISA  es el medio de comunicación  “progresista” de España. Desde él se defiende la visión denominada vulgarmente  “socialista” o “socialdemócrata”, y   “a la “española”. Las personas que se afirman “progues”, ya sea por interés crematístico, estética,  tradición, por convicción o  conveniencia, se forman en la opinion  que ese medio lanza y  presenta día a día. Ello a través de sus múltiples medios, como prensa,  radio, editoriales, li…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

El Despotismo del Siglo XXI, ni divino, ni ilustrado

José Manuel Palacín Y Rodríguez

El XVIII es el denominado Siglo de las Luces. Existe una concomitancia entre los historiadores al considerarlo como la más próspera de las centurias desde la Caída del Imperio Romano por ser, en general, un período de paz en el cual aparece la Ilustración como movimiento intelectual; un nuevo orden que solo tuvo parangón en la Grecia Clásica con el desarrollo de la filosofía y la democracia.  Pero lo más sorprendente es que esta corriente toma el suficiente brío como para que los …

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Políticos mediocres, dirigentes excelentes

Álvaro Rodríguez

El miedo se ha instalado,  como querían que sucediera, en la sociedad.  La sensación de pesimismo y derrota de la sociedad es evidente.  Y los analistas y periodistas del sistema culpan a la clase política por su mediocridad. La culpa es  tener unos políticos  mediocres, y analfabetos totales, dicen. Y no les falta razón en la descripción, dado que es evidente que el sistema partitocratico lleva a la mediocridad, y ya acarrea mucho daño  en la vida de los partidos desde hace década…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Ingenieria y Arquitectura Rodríguez
Autos Xallas
Adiante TV 2020
Galería Fotos Históricas
Concello de Dumbría
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Na memoria de José Anseán

Na memoria de José Anseán

Iago Toba sobre Radio Xallas

Iago Toba sobre Radio Xallas

Veciños de San Salvador e Grixoa reclaman melloras na estrada un ano despois da manifestación

Veciños de San Salvador e Grixoa reclaman melloras na estrada un ano despois da manifestación

Novas críticas desde a Mina de Varilongo

Novas críticas desde a Mina de Varilongo

Opinión

Los amos del progresismo

Álvaro Rodríguez

El grupo PRISA  es el medio de comunicación  “progresista” de España. Desde él se defiende la visión denominada vulgarmente  “socialista…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

El Despotismo del Siglo XXI, ni divino, ni ilustrado

José Manuel Palacín Y Rodríguez

El XVIII es el denominado Siglo de las Luces. Existe una concomitancia entre los historiadores al considerarlo como la más próspera de las centurias…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Políticos mediocres, dirigentes excelentes

Álvaro Rodríguez

El miedo se ha instalado,  como querían que sucediera, en la sociedad.  La sensación de pesimismo y derrota de la sociedad es evidente.  Y los an…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información
"Juntos, café para dos, fumando un cigarrillo a medias" | Daniel Lago | Opinión | Adiante Galicia

7442 fans     1689 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Adiante Última Hora
  • Cargando las noticias de última hora...Cargando las noticias de última hora...

Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

"Juntos, café para dos, fumando un cigarrillo a medias"

Publicada: 22/02/2019

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
0
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 5 minutos e 17 segundos.

Quase 40 anos depois, seguimos com o Estatuto de autonomia sem desenvolver. Aparece na minha cabeça essa opulenta frase, que mais parece derivada de uma boa enchente em qualquer furancho a pipotes de vinho: “Espanha é o único pais do mundo em que...” tão forçada e tão berrada no seu histericismo perpétuo pelo Blanco Valdés nos diferentes médios nos que insufla o seu discurso. Esse é dos homens que pode travar-se um dia a língua e igual morre ate envenenado.

Pois efetivamente, fazendo unha transposição mais calmada da axiomática frase do Blanco Valdés, Galiza é o único País do mundo que leva 40 para fazer efetiva uma lei com rango superior. Isto ficaria como palavra gravada em pedra se fôramos esquisitos como ele. Assim é que o nosso Estatuto de Autonomia de 1981 fica sem ser real, unicamente é uma escusa para manter o status-quo do poder central e que os galegos vivamos continuamente com a corda no pescoço da ré-centralização. Claro que quando digo que somos o único País do mundo nesta hipótese, não tenho que ir muito longe para ver como desde o País Basco com o seu Estatuto de Gernika até o Estatuto de Andaluzia seguem a mesma tese histórica; que não histérica; de ter uma lei de rango superior sem desenvolver.

E é que disso trata realmente a construção do estado das autonomias, uma perpetua corda no pescoço para todos os membros deste clube. A realidade jurídica que deriva do título VIII da Constituição espanhola de 1978 é uma espécie de descentralização política simbólica, já que é impossível juridicamente a divisão da unidade de soberania que legalmente sustenta a estrutura constitucional que marca o tão famoso e conhecido artigo 2, aquele da indissolúvel unidade, imposto pelos militares naqueles tempos convulsos. Qualquer esforço de confederação do estado é impossível nesta batota jurídica. Uma batota irreformável de facto, que não de iure, mas que é um travão para qualquer reforma que transcenda à forma de estado, essa da monarquia parlamentar, por muito que seja pretendida pela vontade maioritária de uma das partes, dessas regiões e “nacionalidades históricas”, já que não é possível a existência e o reconhecimento de algo que não seja Espanha.

Como diz o representante da sua permanência e durabilidade: “A constituição está por acima da democracia”. Isto claro, não dá para margem político nenhum, nem para nada.

Mais de 40 anos de autonomia e os Estatutos de autonomia, umas leis orgânicas, sem desenvolver. Não podemos deitar as culpas sobre um sistema que nunca funcionou de tudo bem e que nunca parece ter um fim. Desenharam um sistema que nunca em realidade quiseram desenvolver, já que o estado, nunca jamais esteve na hipótese de ceder competências nem de dar cabida às particularidades. Para isso criou aquele conhecido como “café para todos” com a lei de harmonização autonómica do 1982, a LOAPA; deixando fora a assimetria do sistema e convertendo o estado das autonomias numa exclusiva descentralização administrativa.

 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Los amos del progresismo

Álvaro Rodríguez

El grupo PRISA  es el medio de comunicación  “progresista” de España. Desde él se defiende la visión denominada vulgarmente  “socialista” o “socialdemócrata”, y   “a la “española”. Las personas que se afirman “progues”, ya sea por interés crematístico, estética,  tradición, por convicción o  conveniencia, se forman en la opinion  que ese medio lanza y  presenta día a día. Ello a través de sus múltiples medios, como prensa,  radio, editoriales, li…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

El Despotismo del Siglo XXI, ni divino, ni ilustrado

José Manuel Palacín Y Rodríguez

El XVIII es el denominado Siglo de las Luces. Existe una concomitancia entre los historiadores al considerarlo como la más próspera de las centurias desde la Caída del Imperio Romano por ser, en general, un período de paz en el cual aparece la Ilustración como movimiento intelectual; un nuevo orden que solo tuvo parangón en la Grecia Clásica con el desarrollo de la filosofía y la democracia.  Pero lo más sorprendente es que esta corriente toma el suficiente brío como para que los …

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Políticos mediocres, dirigentes excelentes

Álvaro Rodríguez

El miedo se ha instalado,  como querían que sucediera, en la sociedad.  La sensación de pesimismo y derrota de la sociedad es evidente.  Y los analistas y periodistas del sistema culpan a la clase política por su mediocridad. La culpa es  tener unos políticos  mediocres, y analfabetos totales, dicen. Y no les falta razón en la descripción, dado que es evidente que el sistema partitocratico lleva a la mediocridad, y ya acarrea mucho daño  en la vida de los partidos desde hace década…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Ingenieria y Arquitectura Rodríguez
Autos Xallas
Adiante TV 2020
Galería Fotos Históricas
Concello de Dumbría
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Na memoria de José Anseán

Na memoria de José Anseán

Iago Toba sobre Radio Xallas

Iago Toba sobre Radio Xallas

Veciños de San Salvador e Grixoa reclaman melloras na estrada un ano despois da manifestación

Veciños de San Salvador e Grixoa reclaman melloras na estrada un ano despois da manifestación

Novas críticas desde a Mina de Varilongo

Novas críticas desde a Mina de Varilongo

Opinión

Los amos del progresismo

Álvaro Rodríguez

El grupo PRISA  es el medio de comunicación  “progresista” de España. Desde él se defiende la visión denominada vulgarmente  “socialista…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

El Despotismo del Siglo XXI, ni divino, ni ilustrado

José Manuel Palacín Y Rodríguez

El XVIII es el denominado Siglo de las Luces. Existe una concomitancia entre los historiadores al considerarlo como la más próspera de las centurias…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Políticos mediocres, dirigentes excelentes

Álvaro Rodríguez

El miedo se ha instalado,  como querían que sucediera, en la sociedad.  La sensación de pesimismo y derrota de la sociedad es evidente.  Y los an…

Álvaro Rodríguez
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información