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Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

"Juntos, café para dos, fumando un cigarrillo a medias"

Publicada: 22/02/2019

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Tempo de lectura: 5 minutos e 17 segundos.

Quase 40 anos depois, seguimos com o Estatuto de autonomia sem desenvolver. Aparece na minha cabeça essa opulenta frase, que mais parece derivada de uma boa enchente em qualquer furancho a pipotes de vinho: “Espanha é o único pais do mundo em que...” tão forçada e tão berrada no seu histericismo perpétuo pelo Blanco Valdés nos diferentes médios nos que insufla o seu discurso. Esse é dos homens que pode travar-se um dia a língua e igual morre ate envenenado.

Pois efetivamente, fazendo unha transposição mais calmada da axiomática frase do Blanco Valdés, Galiza é o único País do mundo que leva 40 para fazer efetiva uma lei com rango superior. Isto ficaria como palavra gravada em pedra se fôramos esquisitos como ele. Assim é que o nosso Estatuto de Autonomia de 1981 fica sem ser real, unicamente é uma escusa para manter o status-quo do poder central e que os galegos vivamos continuamente com a corda no pescoço da ré-centralização. Claro que quando digo que somos o único País do mundo nesta hipótese, não tenho que ir muito longe para ver como desde o País Basco com o seu Estatuto de Gernika até o Estatuto de Andaluzia seguem a mesma tese histórica; que não histérica; de ter uma lei de rango superior sem desenvolver.

E é que disso trata realmente a construção do estado das autonomias, uma perpetua corda no pescoço para todos os membros deste clube. A realidade jurídica que deriva do título VIII da Constituição espanhola de 1978 é uma espécie de descentralização política simbólica, já que é impossível juridicamente a divisão da unidade de soberania que legalmente sustenta a estrutura constitucional que marca o tão famoso e conhecido artigo 2, aquele da indissolúvel unidade, imposto pelos militares naqueles tempos convulsos. Qualquer esforço de confederação do estado é impossível nesta batota jurídica. Uma batota irreformável de facto, que não de iure, mas que é um travão para qualquer reforma que transcenda à forma de estado, essa da monarquia parlamentar, por muito que seja pretendida pela vontade maioritária de uma das partes, dessas regiões e “nacionalidades históricas”, já que não é possível a existência e o reconhecimento de algo que não seja Espanha.

Como diz o representante da sua permanência e durabilidade: “A constituição está por acima da democracia”. Isto claro, não dá para margem político nenhum, nem para nada.

Mais de 40 anos de autonomia e os Estatutos de autonomia, umas leis orgânicas, sem desenvolver. Não podemos deitar as culpas sobre um sistema que nunca funcionou de tudo bem e que nunca parece ter um fim. Desenharam um sistema que nunca em realidade quiseram desenvolver, já que o estado, nunca jamais esteve na hipótese de ceder competências nem de dar cabida às particularidades. Para isso criou aquele conhecido como “café para todos” com a lei de harmonização autonómica do 1982, a LOAPA; deixando fora a assimetria do sistema e convertendo o estado das autonomias numa exclusiva descentralização administrativa.

 

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328.853  persoas abandonaron Galiza  na última década. Para   a plutocracia  imperante, Galiza e a reserva de  man de obra para  as empresas europeas  ali  onde  as necesitan.  A diferenza dos africanos, os  galegos están  mais capacitados técnicamente, asimilables socialmente, e dóciles laborales.  “Libre circulación de  persoas”,  chamalle,  mais  non e  “Libre”;  vanse porque  non  teñen  outra  posibilidade de subsistir con dignidade,  dado que tras…

Álvaro Rodríguez
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Álvaro Rodríguez

La política  que el gobierno progresista había prometido se está cumpliendo. Y es que todos los gobiernos progresistas se caracterizaron por ser fieles a su papel,  a su función en el actual régimen. Desde  Felipe González hasta el gobierno de hoy de Pedro Sanchez, Pablo Iglesias, y el general Julio Rodriguez, son leales a sus financiadores, la gran banca.  Sus patrocinadores agradecen públicamente su gran gestión: Ana Botín, presidenta del Banco Santander, declaraba que “tanto…

Álvaro Rodríguez
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Francisco Martínez Pin

La  acción de Tiburón (Jaws, 1975) transcurre en Amity Island, una encantadora ciudad turística de la costa de Nueva Inglaterra. Una mañana aparecen en la playa unos restos humanos. Resultan ser, lo que queda de la chica guapa de la película, el caso 0 .Vaya lío, el jefe Brody, el policía al mando, las tiene con el alcalde, Vaughan, con traje azul clarito y estampado de anclas. El jefe, que nada de baños, que el bicho se pude comer a los turistas. El alcalde, que si no vienen los bañis…

Francisco Martínez Pin
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A CIG non entende o servilismo dos alcaldes do PSOE da Costa da Morte

A CIG non entende o servilismo dos alcaldes do PSOE da Costa da Morte

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Ucha:"Este concello segue anclado no servilismo, no amiguismo, no clientelismo e no chantaxismo”

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