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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

"Jovem faça coma mim, não se meta em política"

Publicada: 21/07/2016

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Tempo de lectura: 7 minutos e 5 segundos.

 Estamos de fronte à terceira forma institucional de controlo e de dominação do poder criada na Europa. Ora bem, esta nova forma de poder político que é a UE, nasce no lado de um mundo que vive de cheio um processo de globalização, que define e direcciona muito deste processo europeu. Uma globalização que baseia numa competitividade mundial pelo controlo dos capitais financeiros, uma tomada de decisões num nível de um âmbito mundial e uma revolução das TIC´S e do “big data”; numa competitividade que gira entorno a blocos regionais, que aportam certa coesão política e económica para o aceso a um mercado global.

Este processo em formação, em convívio com antigas estruturas, produz um continuo conflito onde o governo é fragmentado e o capitalismo-financeiro recolhe para si partes do sector público, afastando sectores clássicos da população que eram beneficiários de estas estruturas e criando ao tempo uma dualidade entre a população que acede à informação que é transmitida a imensas velocidades e outra parte da população que fica afastada destes fluxos de informação. Esta nova complexidade, que leva à perda de referentes no político e no ideológico e ao abandono, finalmente das políticas de bem-estar, todo isto, fez finalmente que muita parte da população afronte uma grande desafeição de cara a uma nova situação onde observam como perdem a sua posição inicial e rematam numa situação que consideram individualmente muito pior. Além disto, e junto a isto, transitamos cara uma democracia elitista, onde a formalidade da mesma, reside nuns mecanismos mínimos de participação a través de eleições periódicas e onde as demandas sobre o sistema político cada vez são menores.

Uma restrição e monopolização de actores políticos além de uma restrição mesma do que pode e deve ser discutido politicamente, levando a uma fraca participação activa na formação de inputs no sistema político, que finalmente revela um colapso entre um discurso inclusivo e uma realidade exclusiva. Da mão desta nova democracia, já varias vezes novelada, os mass-média difundem ruído, ao tempo que transladam uma imagem de “cidadão pacato”, geralmente despolitizada e sem conteúdo ideologizado. A televisão, presente em todos os lares, resolve que fiquemos indiferentes do texto escrito e da conversa e tomemos posse da nossa posição de espectadores.

Este novo método de vivencia política está a viver uma nova dimensão, que trasladada na cidadania, significa muitas mijadas fora do penico e reacções que são actos reflexos, mais do que acções sociais. Na mesma na que diluem-se os limites entre cultura e diversão, diluem-se também, os limites entre democracia e ordem hegemónico. O tempo mediático marca o discurso politicamente correcto e achega aos “opinia makers” à categoria de lideres. As gentes colam respostas viscerais e despreocupam de reflexionar sobre as consequências das suas decisões, baseadas numa suposta eleição racional, que realmente agocha uma irreflexiva eleição. Perdesse a componente de utopia no discurso, já que a mesma não pode ter um traslado visual e televisivo e achegasse a um novo discurso, em termos muito mais utilitarista e da eficácia. Uma política “espectáculo” com um único objectivo que é achegar e acumular o maior número de votos.

Para isto é que centra toda uma anterior diversidade, em uma nova ordem de unidade de imagens de lideres que tentam achegar carisma e que substituem ideias por gestos simbólicos e televisivos. A televisão que como a antiga lareira enche de luz as nossas vivendas, actua hoje em dia de centro da vida doméstica, ao tempo que traslada mensagens visuais e imediatas, sobre uma realidade sobre a que se cria um relato vácuo. Invade a nossa privacidade e traslada uma realidade minimizada por uma câmara de vídeo e trasladada exponencialmente nas redes sociais. O que pretende, no fundo, é achegar sempre uma boa dose de niilismo aos espectadores-votantes que agem como meros recipientes e repetidores, dos slogans e dos argumentos maciços, que retro-alimentam ao próprio circuito votante des-ideoligizado e partido político des-ideoligizador. 

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