4179 fans     1341 seguidores     39 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Ingenieria Rodríguez

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

"Jovem faça coma mim, não se meta em política"

Publicada: 21/07/2016

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
0
4
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 7 minutos e 5 segundos.

 Estamos de fronte à terceira forma institucional de controlo e de dominação do poder criada na Europa. Ora bem, esta nova forma de poder político que é a UE, nasce no lado de um mundo que vive de cheio um processo de globalização, que define e direcciona muito deste processo europeu. Uma globalização que baseia numa competitividade mundial pelo controlo dos capitais financeiros, uma tomada de decisões num nível de um âmbito mundial e uma revolução das TIC´S e do “big data”; numa competitividade que gira entorno a blocos regionais, que aportam certa coesão política e económica para o aceso a um mercado global.

Este processo em formação, em convívio com antigas estruturas, produz um continuo conflito onde o governo é fragmentado e o capitalismo-financeiro recolhe para si partes do sector público, afastando sectores clássicos da população que eram beneficiários de estas estruturas e criando ao tempo uma dualidade entre a população que acede à informação que é transmitida a imensas velocidades e outra parte da população que fica afastada destes fluxos de informação. Esta nova complexidade, que leva à perda de referentes no político e no ideológico e ao abandono, finalmente das políticas de bem-estar, todo isto, fez finalmente que muita parte da população afronte uma grande desafeição de cara a uma nova situação onde observam como perdem a sua posição inicial e rematam numa situação que consideram individualmente muito pior. Além disto, e junto a isto, transitamos cara uma democracia elitista, onde a formalidade da mesma, reside nuns mecanismos mínimos de participação a través de eleições periódicas e onde as demandas sobre o sistema político cada vez são menores.

Uma restrição e monopolização de actores políticos além de uma restrição mesma do que pode e deve ser discutido politicamente, levando a uma fraca participação activa na formação de inputs no sistema político, que finalmente revela um colapso entre um discurso inclusivo e uma realidade exclusiva. Da mão desta nova democracia, já varias vezes novelada, os mass-média difundem ruído, ao tempo que transladam uma imagem de “cidadão pacato”, geralmente despolitizada e sem conteúdo ideologizado. A televisão, presente em todos os lares, resolve que fiquemos indiferentes do texto escrito e da conversa e tomemos posse da nossa posição de espectadores.

Este novo método de vivencia política está a viver uma nova dimensão, que trasladada na cidadania, significa muitas mijadas fora do penico e reacções que são actos reflexos, mais do que acções sociais. Na mesma na que diluem-se os limites entre cultura e diversão, diluem-se também, os limites entre democracia e ordem hegemónico. O tempo mediático marca o discurso politicamente correcto e achega aos “opinia makers” à categoria de lideres. As gentes colam respostas viscerais e despreocupam de reflexionar sobre as consequências das suas decisões, baseadas numa suposta eleição racional, que realmente agocha uma irreflexiva eleição. Perdesse a componente de utopia no discurso, já que a mesma não pode ter um traslado visual e televisivo e achegasse a um novo discurso, em termos muito mais utilitarista e da eficácia. Uma política “espectáculo” com um único objectivo que é achegar e acumular o maior número de votos.

Para isto é que centra toda uma anterior diversidade, em uma nova ordem de unidade de imagens de lideres que tentam achegar carisma e que substituem ideias por gestos simbólicos e televisivos. A televisão que como a antiga lareira enche de luz as nossas vivendas, actua hoje em dia de centro da vida doméstica, ao tempo que traslada mensagens visuais e imediatas, sobre uma realidade sobre a que se cria um relato vácuo. Invade a nossa privacidade e traslada uma realidade minimizada por uma câmara de vídeo e trasladada exponencialmente nas redes sociais. O que pretende, no fundo, é achegar sempre uma boa dose de niilismo aos espectadores-votantes que agem como meros recipientes e repetidores, dos slogans e dos argumentos maciços, que retro-alimentam ao próprio circuito votante des-ideoligizado e partido político des-ideoligizador. 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

China,más Comunismo para perpetuar el Capitalismo

José Manuel Palacín Y Rodríguez

Estos días asistimos al XIX Congreso del Partido Comunista chino, o sea, que se están celebrando las elecciones a la Presidencia del Gobierno, con designación colegiada de los gerifaltes del mandarinismo del siglo XXI; del mismo modo se están trazando las directrices de las futuras políticas socioeconómicas y decidiendo las cuotas de poder de las diferentes facciones.    El “reelegido” es Xi Jinping, o sea, el que tiene mayor influencia en los reducidos círculos de poder. Este…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Incendios y oportunistas

Nacho Louro

Sin lugar a dudas lo más triste de esta tragedia medioambiental, es la pérdida de cuatro vidas humanas. Los terroristas ecológicos han sabido aprovechar muy bien las condiciones climatológicas adversas para causar el mayor daño posible. Buscaron el momento propicio aprovechando los efectos del huracán Ophelia. Vientos fuertes de 80-100 km/h, altas temperaturas que en algunos lugares alcanzaban los 30º, una sequía prolongada en el tiempo, baja humedad en el suelo y en el aire, y una activ…

Nacho Louro
Ler máis

Máximas desculpas Portugal

Daniel Lago

A solidariedade para com todas as famílias das vitimas e desde a minha cativa posição, exponho as minhas máximas desculpas, no nome dos bons e generosos, por ter culpado o nosso presidente a Portugal dos lumes na Galiza.   Vou ser tremendamente descarnado desta volta. Vou ser direto e sem voltas retóricas: é insultar de maneira nojenta a confeção do relato que sobre a vaga de lumes florestais o Presidente da Junta da Galiza tem feito neste domingo passado. Um relato cheio de menti…

Daniel Lago
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Enova Energia
CMAT
RiXallas 2017
Concello de Dumbría
Concello de Mazaricos
Concello de Neda
El candidato ganador: Cómo organizar campañas electorales para ganar unas elecciones (Marketing Político)
OndaHit
En breves

Adiante TV

Opinión

China,más Comunismo para perpetuar el Capitalismo

José Manuel Palacín Y Rodríguez

Estos días asistimos al XIX Congreso del Partido Comunista chino, o sea, que se están celebrando las elecciones a la Presidencia del Gobierno, con d…

José Manuel Palacín Y Rodríguez
Ler máis

Incendios y oportunistas

Nacho Louro

Sin lugar a dudas lo más triste de esta tragedia medioambiental, es la pérdida de cuatro vidas humanas. Los terroristas ecológicos han sabido aprov…

Nacho Louro
Ler máis

Máximas desculpas Portugal

Daniel Lago

A solidariedade para com todas as famílias das vitimas e desde a minha cativa posição, exponho as minhas máximas desculpas, no nome dos bons e gen…

Daniel Lago
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información