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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado en Vigo, en 1979.Licenciado em CC. políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais.Especialidade Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto.Empresario do sector financeiro e da gestão de riscos e a proteção financeira.Membro do CPN de Compromiso por Galicia 

GOODBYE MR. PRESIDENT

Publicada: 11/01/2017

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Tempo de lectura: 3 minutos e 47 segundos.

Neste novo mundo, onde há muitas coisas a mudar, e a mudar rapidamente, temos que podemos defrontar-nos a um novo marco definitório do que é que a guerra é. Umas destas incertezas, destes novos modelos de guerra, provem dos novos modelos de transmissão da informação. A informação é mais do que nunca poder.

A guerra “híbrida”, na que já estamos, tem um campo de batalha que é uma realidade virtual. As redes e a conectividade, lançam ao minuto mensagens, notícias, ficções,.. e analisam-se milhões de terabytes de unidades de informação ao dia. Os conflitos futuros bateram fortemente no sistema de valores e na forma em que as sociedades estão organizadas. A coesão social será um alvo fundamental; o consenso é um elemento a quebrar para adquirirem uma posição de domínio e poder. Neste lado da batalha, o “Big Data” torna uma arma de destruição maciça.

Destruir a cooperação e os modelos de integração é uma arma poderosa, que incide com poder destrutor nas nossas sociedades. Na atualidade, olhamos como a polarização na sociedade civil, leva a que estes fenómenos que atingem diretamente nos princípios das democracias avançadas ocidentais, aparentemente, de cada vez, tenham mais força.

Na UE, neste anunciado como cumprido 2017, temos de aqui para a frente, momentos onde esse consenso social sobre o modelo de integração e cooperação irá a ser questionado fortemente. O processo aberto pelo Brexit, as eleições presidenciais na França, nos Países Baixos e na Alemanha; marcarão em muito o futuro da União.

A efervescência de forças anti-europeistas, é mais uma parte da guerra. Destruírem ao inimigo desde as suas próprias debilidades. Pois não dê para esquecer: as democracias são extremamente ténues e líquidas. Ao longo da história da humanidade, a normalidade é a tirania.

A linha que separava, até o de agora, o avanço e o progresso das sociedades democráticas está a ser profundamente quebrada por poderes autocráticos. Ontem mesmo, Obama, no seu discurso de despedida em Chicago, lembrou o perigo a derrota das democracias, e como estas, podem olhar erguer desde dentro a sua própria falência. 

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