3665 fans     1242 seguidores     39 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Anunciate aquí - Adiante Galicia

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

“Façamos de 2017 um ano de Paz"

Publicada: 04/01/2017

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
5
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 8 minutos e 40 segundos.

Assim é que começou o primeiro dia de ano o António Guterres. Um secretário geral das Nações Unidas sabedor do mundo em conflito que está por vir. Um mundo em varias ameaças; um mundo sem liderança mundial; um mundo onde retrocedem as democracias liberais; um mundo globalizado que luta pela anti-globalização, e assim por diante. Em 2017 remata, definitivamente, a hegemonia ocidental sobre a ordem internacional.

O sistema internacional, geralmente anárquico, tinha sido submetido a uma certa ordem e legalidade baixo do guarda-chuvas da ONU, mas o mecanismo criado no 1945, e que resistiu a uma “Guerra Fria”, hoje em dia tem marcada como difícil a sua sobre-vivencia. A nova multi-polaridade do sistema internacional, que parecia crescer nas duas últimas décadas, está a ser substituída, aparentemente, por dois blocos que pretendem a hegemonia mundial.

Quisera não ter que seguir a escrever sobre a Rússia do Putin, já que ultimamente estes escritos estão a parecer mais uma série sobre a vida do “galán de telenovelas” russo. Quisera não ter que escrever mais sobre o Partido Comunista Chinês e a sua forma de resolver o materialismo dialético e a sua luta de contrários. Embora, a realidade dos factos, que é sobre o que giram geralmente as minhas verbas, não deixa outra argumentação que não venha nesta moda.

O papel central na ceia política internacional do “expertise” diplomático russo, está a sacudir, finalmente, o frágil equilíbrio sustido desde o 1989 e o que foi a queda; daquele sonho para alguns, e inferno em vida para outros; que foi a União Soviética. Justamente, neste 2017, uma vez passou um século da Revolução Bolchevique, era bom dar-lhe uma volta a aqueles anos de NEP e gulags.

A “Nova Guerra Fria” é um conceito que uma grande parte de autores estão, ultimamente, a apoiar para definir o novo contexto das relações internacionais. Porem, este conceito fica, nestas alturas, mais do que pequeno para envolver à nova realidade internacional. 

Hoje em dia, para além de realidades estatais, no conjunto das relações internacionais, residem outros atores que agem com muito poder; tanto do poder “brando”, como do poder “duro”. Por exemplo, a UE como poder regional, com uma clara base de territorialidade, é um exemplo de poder “brando”. Mas alem disto, não só, porem também, estão a influir estruturas não territoriais, neste novo desenho; desde o Clube Bilderberg, a grupos terroristas supra-estatais como o ISIS, ou grupos da sociedade civil organizada a nível mundial como Anonimus ou novos acordos internacionais como o Clube dos Cinco de Shangai; a atual OCS; passando pelas diversas organizações de integração regional. Há uma nova série de atores que marcam em muito os factos atuais do sistema internacional. 

Se calhar, desde os tempos da “Realpolitik” do Kissinger e a sua aposta por um sistema de equilíbrio de poder e de “quid pro quo”, que não vivíamos, uma ceia internacional, tão vulnerável e cheia de complexidades. A esta realidade, temos que agendar, a incerteza da nova administração da presidência Trump, onde figuras como Michael Flynn ou Mike Pompeo ou o mais famoso, James Mattis “Mad Dog”, não são precisamente chamados para ter um papel inerte na política exterior dos EUA. Isto não tranquiliza, para nada, um mundo com muita gente nervosa. 

Ao fim de tudo, voltamos ao principio, em cada um dos conflitos que temos por diante, sempre, sempre, temos um pouco de Rússia. Isto já aparece como normal, Rússia, como fez saber o Putin, já não tem fronteiras. De momento é o poder “brando”; no momento no que a China ponha em efetividade o seu poder “duro” a estabilidade e o equilíbrio do sistema desaparecerá. 

Num mundo, que desde já, é post-TTP; um acordo que para muitos, erradamente, unicamente significava a extensão militar da NATO e do poder económico das multinacionais norte-americanas; o poder gravita rapidamente cara o Leste. Agora mesmo, a AGER e a UEE, da mão do Banco Asiático de Investimentos, vão ser eixos fundamentais dos novos centros de poder mundial sobre o “Heartland”. No 2017 será já mais do que evidente e clara uma virada cara estes novos equilíbrios.

A China de Xi, a Rússia do Putin e o Irã do Rouhaní; formam uma nova fronte mundial, que abrangera ao 70% da população mundial e ao 75% das reservas mundiais de matérias primas. A este novo eixo não teve dúvidas em somar-se a nova presidência filipina do Duterte ou o turco Erdogan, que haverão de jogar o antigo papel de estados-tampão, dando poder de manobra a Rússia no Médio Oriente e na Ásia Central; como poder terrestre; e a China no Pacífico e no Índico; como novo poder naval. 

A mensagem do novo Secretário Geral das Nações Unidas, o português António Guterres, dirigida no dia primeiro do ano, fez um chamado para fazer da paz a nossa prioridade, como bem supremo e como principio orientador. Ele é que tem por diante um mandato quase impossível e nós um mundo muito instável e conflituoso.  

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

O giro copernicano

Daniel Lago

A divisão entre esquerda e direitas, fica cada ano, mais e mais indiferente, para separar o grão da palha. Nesta altura do mundo, a direita é algo onde existe uma entre-mescla de neo-tradicionalistas, anti-globalização e anti-Europa. O mesmo na esquerda, onde há um forte pouso de anti-europeísmo e anti-globalização que deixa a um lado, o que fora no seu tempo, um dos sinais identificadores dos movimentos chamados da esquerda: o internacionalismo e o seu cosmopolitismo.   Como p…

Daniel Lago
Ler máis

Sigamos con unidad

Nacho Louro

Como anunciaron, los Riazor Blues abandonaron Riazor en el minuto treinta, eso sí, no sin escuchar del resto de aficionados el grito unánime de “fuera, fuera”, acompañado de una más que sonora pitada. En su comunicado los Blues reclaman una limpieza total del club, cargando las tintas sobre el presidente, la directiva, los jugadores y el cuerpo técnico. Se equivocan, ese no es el camino a seguir.   El Depor no es de ellos, es de todos los accionistas, socios, abonados y seguidore…

Nacho Louro
Ler máis

Milucho, una persona inolvidable

Xosé Manuel Lema Mouzo

El activo dinamizador bergantiñán, Emilio Calvo Pan, ha fallecido como consecuencia de una larga enfermedad. Pero la huella de “Milucho” permanecerá imborrable en la memoria colectiva de Buño, Malpica y de la comarca de Bergantiños.   Nos ha dejado un hombre bueno y un amante de su tierra. Nos ha dejado una persona servicial. Milucho era (y es) ese amigo que ofrece ayuda al caminante en su trayecto. Los que nos enorgullecemos de conocerlo, sabemos de la impronta que deja en los c…

Xosé Manuel Lema Mouzo
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
II Concurso Tortilla Santa Comba 2017
OportuniGadis
Enova Energia
Costa Artabra
OndaHit
Auto Xallas 2017
Concello da Laracha
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

O giro copernicano

Daniel Lago

A divisão entre esquerda e direitas, fica cada ano, mais e mais indiferente, para separar o grão da palha. Nesta altura do mundo, a direita é alg…

Daniel Lago
Ler máis

Sigamos con unidad

Nacho Louro

Como anunciaron, los Riazor Blues abandonaron Riazor en el minuto treinta, eso sí, no sin escuchar del resto de aficionados el grito unánime de “f…

Nacho Louro
Ler máis

Milucho, una persona inolvidable

Xosé Manuel Lema Mouzo

El activo dinamizador bergantiñán, Emilio Calvo Pan, ha fallecido como consecuencia de una larga enfermedad. Pero la huella de “Milucho” permane…

Xosé Manuel Lema Mouzo
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información