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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

Agora é tudo distópico, amanhã apocalipse zumbi

Publicada: 09/02/2017

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Tempo de lectura: 5 minutos e 53 segundos.

Na corrida para a frente, na que estamos a viver ultimamente, jogamos mais do lado do sentimento e menos do lado da analítica e a reflexão. Deixamos ir governar as nossas sociedades por discursos mágicos, que têm crescido fortemente e ganhado apoiantes. O “homo políticus” abandonou de plano as suas responsabilidades; a sociedade civil toda, deixou o governo em mãos de curandeiros. Os Orwell e os Huxley tornam novamente a editar-se.

Desde múltiplos lugares, milhares de gentes, andam na procura de alguma explicação para o que estão a viver e andam a procurar um acougo para o seu vazio. A expansão de uma sociedade de cada vez mais sectarista, vai ligada a este fenómeno. Sectarista e afastada já da ração e a compreensão cognitiva.

Uma realidade, que aproximamos perto do cinema de ciência-ficção dos “Blade Runner” e os “Mad Max”; como clássicos do género. Uma realidade, que muitos já esquematizam como um mundo “Stars Wars”; onde o poder político e militar, tem uma ligação exclusiva e profunda com uma outra parte de poder que é basicamente telúrico e mágico-religioso. 

O governo recai numa forma de desenvolvimento tecnológico militar e numa sorte de espiritualidade mágica, no que acha a sua legitimidade. Os princípios, de aquelas que foram as primeiras revoluções que racharam fortemente a união entre política e religião, hoje em dia, já não figuram entre muitos de nós. Platão, Aristóteles, Hobbes, Bodin, Locke, Rousseau ou o Montesquieu ficam em lugares inóspitos. 

Neste distopismo generalizado, filmado na nossa memoria coletiva a través dos livros, das bandas desenhadas e os filmes de “V de vingança” ou “Os jogos da fome”; o futuro é sempre autocrático e de alto contido militar tecnológico. Muitas destas distopias futuristas chegam após um Apocalipse. De facto, já é noticia um grupo de mil milionários dos EUA que gastaram uma fortuna em preparar a sua sobrevivência no caso de chegar a anunciada fim do mundo. O relógio da fim do mundo está já nas 23:57, só a três minutos da fim da humanidade.

Mas se calhar, o colapso civilizacional favorito por todos, sem qualquer dúvida, é um Apocalipse zumbi. A fim atómica do mundo, ou o choque de um meteorito, ficam também no “top ten” de finais apocalípticos para a humanidade; mas um zumbi é um zumbi. Todas as gentes temos um plano para arranjar-nos ante os ataques dos devoradores de cérebros, é por isso que gostamos do Apocalipse zumbis. Os nossos grupos de resistência, o nosso comando de apoio, o nosso lugar segredo. E logo, uma volta ao começo desde o estado de natureza, até o renascer de uma nova sociedade, livre dos erros do nosso passado.  

Entre distopias futuristas e fantasias apocalípticas, entramos no mundo da sensação e o imaginário. Afastamos da realidade do mundo, que olhamos como excessivamente complexo, demasiado intangível e demasiado saturado de humanidade para nós.

Esvaímos da realidade, entramos na magia e na religião e não agimos na realidade. Unicamente agimos nos relatos fantasiosos. Quando não gostamos da realidade, inventamos outra manipulada. Vivemos no “Matrix” ou num “O Planeta dos Macacos”. Um outro grupo de mil milionários, desta vez russos, compraram umas ilhas para começar com a recriação do velho Império russo. A grande Rússia, como mundo futuro distópico, quando menos é engraçado.

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