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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

A segunda volta, não é para escolher, é para eliminar

Publicada: 27/04/2017

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Tempo de lectura: 5 minutos e 52 segundos.

Cremos ter parado a auge da extrema-direita na Europa, cremos ter parado a queda da UE como projeto político,... cremos, cremos e voltamos a crer. Mas sustendo esta crença, fraco favor fazemos para avançar numa democracia de qualidade.

Além da análise do dia eleitoral, na primeira ronda das presidências francesas, temos que achegar uma análise do modelo de tendências e da chamada geografia eleitoral.  

Neste ponto, é onde olhamos que o modelo de democracia que temos defendido nos últimos decénios, não está a ficar livre de qualquer complicação. De facto há uma análise que resulta brutal. As forças anti-sistema; os candidatos anti-europeístas e anti-globalização; a madame Le Pen e o mounsieur Mélenchon,  somam mais do 40% do eleitorado francês.

É este um fato mais do alerta que temos que chamar, numa sociedade, onde em geral, a qualidade de vida e os benefícios da redistribuição do estado de bem-estar, têm altos standards, dentro do contexto mundial. 

De primeiras, entra dentro do possível, não votar em Macron. Na segunda volta, com nariz tapado ou sem tapar, não há outra alternativa. Para isso é um sistema de duas voltas; a primeira para escolher e a segunda para eliminar; e está mais que claro a quem há que eliminar agora da carreira presidencial. 

A indefinição é perigosa. E ao igual que o PPE, não deita a um lado ao presidente da Hungria; sendo este um fato que fundamente tenho criticado; agora numa segunda volta onde já não há escolha possível, é impossível deixar de eliminar as possibilidades da política da xenofobia e do supremacismo.

A unidade popular, proposta por algumas forças da esquerda, fica unicamente em proclama, no slogan. Na hora da verdade, estas mesmas deixam passo a extrema-direita, por simples próprio cálculo eleitoral. A unidade popular, é usada como escusa para agir desde o centralismo democrático, é a escusa que esconde unicamente uma estratégia eleitoral da extrema-esquerda; que não é nem uma nova política, nem uma nova democracia mais participativa. Mélenchon deveria pronunciar-se sobre o caso, e pedir o voto contra o FN, mas ele não se pronuncia.

A inação em política, leva às vezes a uma postura, que sendo aparentemente cómoda, situa-te num lado onde não deverias estar. Há uma parte desta nova esquerda que cresce por toda Europa, que não tem claro que modelo deve defender, já que como sempre, a sua mensagem colide frontalmente com a sua ação política. Ficar fora da corrida e deitar-se a um lado não é uma opção que não possa ter um custo. É uma opção que situa-te do lado das forças inimigas da democracia. 

E ganhou a primeira volta um candidato de fora do sistema, que não é nem anti-sistema, nem anti-europeista. Isto preocupa, em boa lógica, às perspetivas eleitorais da extrema-direita e da extrema-esquerda. 

Mas isto, não rematou todavia, e a madame Le Pen, bate forte nestes últimos dias de campanha. Desligou-se do carrego de Presidenta que era, da Frente Nacional; uma presidência quase-dinástica, que abandona para ter uma imagem desligada da sua força política. Além disto, já começou a contra-programar os atos eleitorais do Macron, com grande sucesso, como a sua aparição por surpresa, na fábrica que a Whirpool tem no norte francês, antes da chegada do outro candidato na segunda volta.

Eu tenho, claro, com ou sem o nariz tapado, de segundas: Macron

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