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Daniel Lago

Daniel Lago

Vigo(1979). Licenciado em Ciências Políticas pela USC. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromiso por Galicia CxG.

A "Sardinhocracia"

Publicada: 13/11/2017

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Tempo de lectura: 6 minutos e 2 segundos.

O termo é prestado, mas é alguma coisa que já existiu na realidade do nosso País. De facto, a tal  chamada “sardinhocracia” tem muito a ver com o inicio do processo de industrialização e urbanização vivido na Galiza e no carácter fundamente cosmopolita que a nossa sociedade; quando menos até os começos do século XXI tinha; já que de cada vez parece abandonar mais este que foi um dos nossos grandes valores como comunidade imaginada. Hoje em dia, com o relato imperativo – já não imperante – sobre o coiso que está a se passar na Catalunha; sim, esse coiso, não essa coisa, efetivamente; seria impossível de acontecer novamente esta realidade cosmopolita. 

Adorei ouvir falar da “sardinhocracia”. Os Massó, Curbera, Puig, Barreras, del Pont, todas gentes de procedência mediterrânica atracaram com a sua industria nesta parte do Atlântico. Umas gentes que já chegavam com os engenhos e as novas técnicas do “take-off” do capitalismo de fins do século XVIII que apareciam pela Europa adiante e da que nos lembrariam, embora for sem quiser, que formávamos também nós parte dela. Assim foi que começou o primeiro desenvolvimento empresarial do capitalismo no nosso País na industria da conserva e que trouxe com ele a chegada da modernidade. Apareceram novas visões culturais neste cambio social próprio do tempo no que deixamos para atrás o Antigo Regime e intentamos chegar a esta contemporaneidade. 

Muitas destas empresas tiveram grande sucesso levando a muitas das famílias proprietárias a acumular uma grande riqueza.Nascia a “sardinhocracia”, grandes capitais e grandes empresas que deram uma nova configuração para a nossa sociedade e a nossa economia, que podemos dizer que começa juntamente com este processo a sua globalização no daquela todavia primitivo sistema-mundo. 

E começava falando eu em que este processo seria impossível de repetir a dia de hoje, nesta atualidade onde as formas de xenofobia e racismo enfiam uma realidade insultante para um mundo, por exemplo, o de 1860 onde a permeabilidade das inexistentes fronteiras – na altura não estavam marcadas entre os reinos das Espanhas e o Reino Unido de Portugal, os Algarves e o Brasil – e onde eram habituais os casamentos entre galegos de aquém e portugueses de além ou as gentes da Andaluzia e as gentes dos Algarves, por falar numa dessas realidades sociais que ficaria limitada posteriormente durante mais de um século. 

Este volver do nacionalismo xenófobo e supremacista que invade o relato desde a ultra-direita, para já em uma grande parte da Europa, é uma consequência mesma do desafio que a UE não está a enfiar de um modo ajeitado. Desde a crise dos refugiados à crise do Brexit, passando por uma anterior crise financeira e bancaria que deixou a descoberto a face mais tecnocrática da união. De seguir no caminho de afastar mais e mais a ideia da Europa dos povos e do piar social da agenda 2020, temos por diante um grande fracasso político que poderia significar a queda do próprio projeto da UE, uma hipótese que já cada vez torna mais potente.

Estamos a coisar qualquer coisa que pode derivar num coiso impossível de travar e onde o relato da democracia já não inclui mais que a vontade unívoca da maioria, vamos caminho a essa ditadura das maiorias. 

Com todo este coiso, que já parece qualquer coisa, temos por diante um modelo de relato profusamente espalhado nos médios de comunicação maciça onde as fronteiras internas e também as externas têm um futuro seguro e duradoiro entre nós. Qualquer coisa que não for este coiso, será feito patê de sardinha. 

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