3746 fans     1263 seguidores     39 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Anunciate aquí - Adiante Galicia

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado em Vigo, no 1979. Licenciado em Ciências Políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais. Cursou Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto. Empresário do sector financeiro e da gestão de riscos e a protecção financeira. Secretario de programas e estudos políticos da Executiva Nacional de Compromisso por Galiza. Membro do Conselho Nacional e Secretario Local de CxG em Vigo.

A mentirocracia, a próxima paragem de autocarro

Publicada: 20/04/2017

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
11
0
0

Email Google+ Pinterest WhatsApp Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 6 minutos e 17 segundos.

Alguém, no seu sano juízo, falava em que a democracia unicamente poderia sobreviver com certo grau de verdade. Porém, hoje vivemos, segundo falam os mais, na época da pós-verdade. 

Nesta nova época, a informação é múltipla, quase cada uma das pessoas nas redes sociais é um redator de noticias. Um redator que serve-se do seu “status” de anonimato para construir o seu relato da realidade, e nas mais das vezes, porém sem aplicar nada parecido ao método científico ao seu discurso.

Neste mundo tentamos amoldar a realidade aos nossos prejuízos e aos nossos instintos mais básicos, pegando na barriga e nas tripas o ponto de observação. Agora no âmbito da análise política é onde mais existem afirmações sem provas.

Todo está perto da subjetividade e das crenças, da construção ideológica do relato que descreve a realidade. Assim, deste modo, chegamos a uma explicação que não é mais do que uma enumeração de probabilidades e de opiniões e que não tem outro objetivo, no curto prazo, que ter que inclinar a tendência eleitoral da maioria.

Nestas, a dimensão mediática trespassa o plano da informação e geralmente fica na literatura da confrontação ideológica, que passa a ser eleitoral, afastando a reflexão e o pensamento, da observação dos factos da realidade.

E acontece por todo o mundo civilizado, nos EUA o Trump fala de um atentado terrorista na Suécia, que até aquele momento não tinha acontecido. No Reino da Espanha olhamos indemnizações por “despidos em diferido”. A guerra “híbrida” utiliza toda esta nova realidade da época da pós-verdade, para defrontar partes de guerra contraditórios e que fluem a uma altíssima velocidade pelas redes; a través de “chios” e de “agências de informação”. Sobre a situação política  de Venezuela, a guerra da Síria ou a realidade social da Coreia do Norte; a manipulação e a propaganda; infestam as redes sociais e os mídia: tanto a favor coma em contra. As revoltas de cores nos países árabes, a revolução laranja na Ucrânia,... todo é afastado da ótica dos factos e submetido à ordem do mito, do religioso e em definitiva, do dogma. A propaganda destruí a realidade múltipla, cria uma nova em versão única e submete a mesma ao slogan 

Os controles dos estados sobre a Internet; a proibição do Google, do Facebook, do Twitter,.. formam parte deste domínio da propaganda a través da censura e a desinformação.  

 Estamos ante uma guerra de propaganda, mas onde as suas origens são sempre duvidosas e a fim da mesma, no vetor mais agudo, é unicamente derrubar e subverter qualquer realidade. Passamos assim, entre a mentira mais severamente transmitida e a deturpação ideológica, a um plano onde a ocultação da realidade é prioritária para fazer-se com um bando da sociedade. Tanto no nível interno das sociedades estatais, tanto na escala internacional, as sociedades traduzimos realidades e factos, em discursos meramente ideológicos, 

Um dos fatores que leva à queda da democracia é a circulação incorreta da informação, coisa que estamos a viver com muita intensidade ultimamente. A informação falsa, as chamadas “fake news” tornam realidade de maneira irracional na ordem das coisas, afastando definitivamente à racionalidade e ao método científico da esfera de análise pública.

Na fim, rematamos votando também com as tripas, com a barriga, e assim ascendem formas políticas profundamente anti-democráticas no seu apelo; na sua discursiva; do cérebro mais réptil da nossa humanidade. 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Premios Peña Novo e xuíces honorarios do couto mixto

Xosé González Martínez

Teixeira de Pascoaes publicou no ano 1915 un libro titulado “A arte de ser portugués”, escrito para chamar aos seus compatriotas ao compromiso coa identidade. Nel afirma que ser portugués é unha arte de gran alcance nacional, e, por iso, ben digna de cultura, porque “o portugués participa da herdanza étnica, histórica ou tradicional, adquirindo así unha segunda vida que, por máis vasta, abrangue e domina a súa existencia de individuo”.Foi seguidor dunha filosofía que tivo moito…

Xosé González Martínez
Ler máis

A banalización das ideoloxías

Xoán Bascuas

Facha. Comunista. Fascista. Nazi. Separatista. Etiquetas que se regalan ultimamente con suma xenerosidade. Tal é a bondade de quen as reparte que rematan por perder até o sentido orixinal. Evidentemente son termos que se empregan a modo de insulto e que as máis das veces son asignados a persoas que nada teñen que ver coa crenza da existencia dunha superioridade racial, do escuadrismo político matonil, da ditadura do proletariado ou con quen defende o dereito á emancipación nacional.  …

Xoán Bascuas
Ler máis

¿Puede existir delito?

Nacho Louro

El pasado lunes se celebró en María Pita un nuevo pleno maratoniano en el que una vez más no hubo presencia de ningún vecino en el olvidado y solitario escaño ciudadano. Será porque a punto de acabar el día, a nadie le apetece ir al salón de plenos a interpelar o a elogiar al Gobierno Local. Esta es una de las realidades de la política participativa de la Marea Atlántica.     En dicho pleno se sometió a votación un modificativo de crédito del presupuesto de este año del I…

Nacho Louro
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Santa Comba Móvese 2017
Enova Energia
Verán Xalleiro 2017
OportuniGadis
Costa Artabra
OndaHit
Auto Xallas 2017
Concello da Laracha
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Premios Peña Novo e xuíces honorarios do couto mixto

Xosé González Martínez

Teixeira de Pascoaes publicou no ano 1915 un libro titulado “A arte de ser portugués”, escrito para chamar aos seus compatriotas ao compromiso co…

Xosé González Martínez
Ler máis

A banalización das ideoloxías

Xoán Bascuas

Facha. Comunista. Fascista. Nazi. Separatista. Etiquetas que se regalan ultimamente con suma xenerosidade. Tal é a bondade de quen as reparte que rem…

Xoán Bascuas
Ler máis

¿Puede existir delito?

Nacho Louro

El pasado lunes se celebró en María Pita un nuevo pleno maratoniano en el que una vez más no hubo presencia de ningún vecino en el olvidado y soli…

Nacho Louro
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información