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viernes, febrero 13, 2026

A COVA DE ALÍ-BABA

Pois está a coisa a ser bem curiosa. O frio siberiano, por uma deslocação do vórtice polar, mais ao sul do que vem sendo normal, tem a Europa toda alagada em temperaturas muito por debaixo dos zero graus Celsius. Não é facto casual, mas a invernia sempre resultou numa ajuda para os russos.

Neste gélido paisagem, o «trumpismo» começa a repartir doutrina aquém e além do mundo. Estes dias já está o seu representante em Davos, ao igual que o Xi Jinping; convidado pela vez primeira a esta cimeira, da cidade Suíça. E nestas é que o Trump juntou na semana passada, com o senhor Jack Ma, honorável proprietário, entre outras coisas, de Alibaba, hoje um dos maiores holdings empresariais do mundo e que tem a sua sede na China de Xi.

A sua competência mundial é a Amazon, uma empresa que já no mundo emprega perto dos 230.000 funcionários, já muito por acima de clássicos gigantes da industria do automóvel, mas que pode ver ameaçada a sua quota de mercado claramente nos próximos anos. Na torre Trump de Manhattan, nasceu a nova cova do Ali-baba na América, e o senhor Ma propôs; ao que nesta próxima sexta-feira, será novo presidente dos EUA; a criação de 1.000.000 de empregos, na hipótese de apoiar o desembarco do colosso chinês das vendas pela Internet, num caminho de ida e volta, onde Alibaba ofertaria na Ásia os produtos feitos nos EUA. Este acordo vai permitir num futuro, entre outras coisas, que Alibaba atenda a perto de 2.000 milhões de consumidores, frente aos 300 milhões atuais.

Nesta nova cova de Alí-baba nos EUA; a torre Trump; também foram convidados executivos do novo capitalismo da GAFA. (Google, Apple, Facebook e Amazon) para ir vendo como calmar as aguas, já que estão de cada vez mais revoltas entre o próximo «okupa» da White House e as gentes do Silicon Walley. Esta gente da GAFA, muita delas do tipo «nerd», não é dessa gente da que goste o «trumpismo», ele é mais de apoiar na classe dos «wasp blue collar»; esses mesmos ex-operários das antigas metalúrgicas que lhe deram a vitoria eleitoral e sobre os que tombara fragmentos da sua mensagem mais xenófoba e mais anti-política. A tensão e o conflito, entre os «liberais» californianos, geralmente, demasiado tecnológicos, demasiado «intelectuais» e demasiado anti-guerra comercial com a China, e o protecionista Trump, não há tardar em chegar.

A postura chinesa, entretanto, é as claras. O «trumpismo» aguarda ceder às pressões empresariais chinesas, interessadas em fazer investimentos, já, primeiro de todo em infraestruturas públicas, e a seguir no sector privado, nos EUA. Trump tem as chaves da casa e está disposto a fazer entrega delas, o seu «New-Deal», criará empregos para os seus apoiantes, porem, os ganhos serão para os chineses e as verbas mil milionárias para os EUA, que finalmente ficaram sem empregos e com uma enorme dívida. Se bem, nos mass-midia, o «trumpismo», fale sempre em agir na contra da China e dos seus interesses e anda no fio da navalha a ameaça diplomata.

Porém, o «trumpismo» tem um plano, a curto prazo, um modelo unidirecional de política exterior. Ao final, trata-se de vender toda a dívida pública possível aos seus amigos e para isto não há melhor modo que fazer uma guerra de provocações, que já tem começado; com a China, com México, com a UE…, por todo lado. O Trump é experto em negócios, e sabe que um dos maiores negócios é a guerra e a procura de inimigos; a guerra isso sim; como retórica. As guerras já não são nem rápidas nem baratas, alem de um existente risco de rematar a usar a potencia nuclear. É então, que por suposto, a guerra comercial serve aos seus interesses políticos, e também, se calhar, aos seus interesses empresariais.

O Trump é homem de negócios, gosta de ser magnate. E os grandes magnates gostam de reuniões com outros magnates, como as de antes: com os seus charutos, os seus espirituosos «on the rocks» e os seus salões dourados e os seus estofos de pele. Os acordos promovidos durante a administração Obama, como o TTP ou o TTIP, já formam parte do passado. Um passado quando a diplomacia e os diplomatas agiam nos negócios estrangeiros. Hoje já está mais, o mundo das relações sino-americanas, para um grande negocio, unicamente, entre empresas e os seus grandes magnates. Acordos bilaterais e de cooperação ficam no passado. O futuro do comercio internacional passa pela nova cova de Ali-baba, onde o Trump agacha os seus tesouros e os dos seus 39 ladrões.

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