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martes, octubre 4, 2022
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O Evangelho segundo Putin, a nova ordem internacional e anti-liberal e autocrática

O cosmopolitismo, como engrenagem; e ao tempo; lubrificante da globalização, está a chegar a uma via morta. Nos EUA e na UE, foram criando-se, nas últimas décadas, sociedades mais inclusivas e multiculturais, um «melting pot», que segundo o que se está a passar, chegaram a um ponto de colapso ideológico; similar, agora que vai-ser o centenário da Revolução dos Bolcheviques; à queda do bloco comunista.

Hoje em dia, defrontamos a uma insurgência global, contra destas sociedades, criadas sobre a base dos direitos humanos e dos princípios democráticos parlamentares liberais, a partir da 2ª Guerra Mundial. Aquém e além, olhamos crescer grupos, que, de cada vez, têm maior influência na agenda política dos seus países, e que promovem junto de valores cristãos: num sentido tradicionalista; apoiando e defendendo leis contra do multiculturalismo ou dos direitos de homens e mulheres homossexuais, por exemplo, e um nacionalismo de matriz étnica e expansionista.

Sobre estes valores do tradicionalismo cristão, renascem, também, novos discursos sobre o nacionalismo em ocidente, geralmente criados na base de discursos xenófobos e, já na hora, de supremacismo branco. Uma escalada presente na UE; financiada pelo governo russo; e que identifica no Putin, um valor e um modelo de líder e de pensamento, deste novo modelo de governança.

Nesta revolução dos valores tradicionalistas, a Igreja Ortodoxa Russa, joga um papel forte no resgate dos valores e tradições prévios. Se o Papa João Paulo II e a Igreja Católica de Roma teve um papel fundamental na queda final do bloco soviético; a Igreja Ortodoxa Russa, está a ter, uma forte influência e a trasladar, já também no ocidente, a ideia do neo-czar Putin e a sua causa anti-europeia. Anti-europeia no referente aos direitos e liberdades e a defesa dos valores da democracia, próprios à construção da UE.

Todo dentro de um novo e oportuno paradigma, onde a volta a um passado considerado como «Idade de ouro», traz para o presente os valores antigos, também no referente a conceção de uma sociedade hierarquizada e autocrática. Czares, Caudilhos, Imperadores,.. figuram e representam aquela «Idade de ouro» anterior, onde aquelas sociedades eram, particularmente, fortemente belicistas e anti-democráticas.

Nesta nova onda de pensamento, que percorre parte do mundo; desde a China, com o neo-confucionismo, até o neo-tradicionalismo da Rússia, ou do que está a estender por toda a Europa e os EUA; há; quando menos; um mesmo «pivot», entorno ao que, organizar estas ideias. Há sempre, e é este o «pivot», uma forte presença de um discurso anti-globalização e um mesmo discurso de identificação étnica da nação-estado e de recuperação dos elementos de soberania estatal, próprios a uma época pós-vestfália.

A que podemos dar em chamar; 1ª Internacional Tradicionalista, nasceu dos admiradores do Putin e junta-se às suas aspirações a ser o novo centro, de uma nova civilização ocidental e de uma nova ordem mundial, desacreditando a democracia como modelo de governo e de sociedade.

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