3013 fans     1095 seguidores     33 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Orange Santa Comba
Formula Hit

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado en Vigo, en 1979.Licenciado em CC. políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais.Especialidade Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto.Empresario do sector financeiro e da gestão de riscos e a proteção financeira.Membro do CPN de Compromiso por Galicia 

O único que há que saber para votar

Publicada: 15/06/2016

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
9
0
0

Email Google+ Pinterest Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 4 minutos e 44 segundos.

Como não pode fazer qualquer coisa, o anuncio do governo da Espanha para indicar como votar outorga uma singeleza extraordinária, para um facto, que no fundo, requer de uma grande abstracção. O único que há que saber para votar é o lugar, a hora, levar o documento de identidade e as cores das “papeletas”.

E é este um dos problemas de uma democracia que excede em “representativa” e é tremendamente deficitária em “participativa”. Uma ampla maioria da população aceita como válida a transferência do seu poder político cara uns representantes, que na maior parte das vezes, nem conhece. O desconhecimento entre representante e representado funciona num vector que desemboca finalmente num dos fenómenos que rematamos por chamar desafeição política.

Uma desafeição, que não é exclusivamente cara a democracia parlamentar liberal, uma das partes do sistema político, é uma desafeição cara um sistema onde os representantes passam a ser produtos e os representados passam a ser votantes-consumidores. Chegamos neste ponto, à conexão ultima da democracia representativa, passamos já à democracia-televisão, achegando-nos com certo parecido, às tele-teias orwellianas que não deixam trasladar mais que uma mensagem pré-fabricada, pré-cozinhada e pré-controlada. Propostas as menos, acusações as mais. Desenho de questionável gosto e escassa qualidade marcam as mensagens políticas dos últimos tempos. Sobre isto, qualquer uma proposta que tente achegar uma relação entre representado e representante que não tenha um modelo televisivo de referencia, tem em principio, bastante a perder.

Não existe um debate sobre ideologias e sobre políticas nos médios mais “mainstream”, não existe uma profundidade sobre temas e desde a democracia-televisão desenham-se os temas de actualidade, os temas de debate e os argumentarios com os que virão a retrucar nas redes sociais; as tabernas do século XXI; uma população mantida em calma e em tranquilidade olhando sempre ao dedo, nunca olhando para a Lúa. O discurso do “achismo” venceu ao discurso das ideologias que definiam aos diferentes grupos e actores que incidiam no sistema político. Nenhum diz o que vai fazer, as políticas que realmente vai implementar. Unicamente é uma política de desenho animado. Uma política de opiniões politicamente correctas e de espectro discursivo unicamente estreito e pré-fixado.

E assim chegamos ao final televisivo que estão a ser estas eleições gerais a Cortes no Reino da Espanha. Vendidas como umas presidenciais, num regime parlamentar onde a circunscrição é a província e o sistema eleitoral proporcional. Longe da realidade jurídico-política na que se celebra a escolha dos e das representantes ao Congresso e ao Senado, a mercadotecnia do discurso político traslada o “achismo” à cidadania, que acha de muito e não quer perceber de nada. Será o único que há que saber para votar?

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Os servidores de Putin

Daniel Lago

A última nova do que acontece nesta guerra “híbrida” é o back-up dos telemóveis chineses, de milhares de dados de utentes ocidentais, não é mais do que uma das batalhas que nestes dias acontecem por todo o mundo. Uma parte mais da guerra “híbrida”, uma guerra onde o “Big Data” e isso que demos em chamar a “Internet das coisas” joga já um plano fundamental. As novas tecnologias e as redes sociais são um novo campo de batalha.   Como curiosidade a China, depois do I…

Daniel Lago
Ler máis

Presupuestos Participativos de la Marea, un “éxito”

Nacho Louro

El invento de los “presupuestos participativos” no es más que un brindis al sol de la nueva política populista para vendernos que frente al sistema político de “democracia representativa”, es mejor el sistema de la “democracia participativa”, en donde los ciudadanos tienen una mayor participación en la toma de decisiones políticas, más allá de ejercer el derecho a voto cada cuatro años, con el que elegimos a nuestros representantes.    Hemos conocido el resultado del …

Nacho Louro
Ler máis

Raro o rato chorar a morte do gato

Daniel Lago

Quando em fins dos ´80 do século passado, a URSS colapsou; e com ela todo o bloco do Leste da Europa; esta estava no médio de uma forte tormenta económica, tinha batalhas e guerras abertas além e aquém do mundo e nas suas sociedades tinha-se ingerido uma mais do que forte insatisfação com o sistema, no que crescia a corrupção, o clientelismo e as desigualdades, numa sociedade governada por uma elites “white collar” que cresceram, dentro, por e para, o sustimento do PCUS e do aparel…

Daniel Lago
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Merca o teu pobo Santa Comba Nadal 2016
DAC Outono Cultural
Mantido S.L. Construcciones y Obras Públicas
Concello da Laracha
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Os servidores de Putin

Daniel Lago

A última nova do que acontece nesta guerra “híbrida” é o back-up dos telemóveis chineses, de milhares de dados de utentes ocidentais, não é …

Daniel Lago
Ler máis

Presupuestos Participativos de la Marea, un “éxito”

Nacho Louro

El invento de los “presupuestos participativos” no es más que un brindis al sol de la nueva política populista para vendernos que frente al sist…

Nacho Louro
Ler máis

Raro o rato chorar a morte do gato

Daniel Lago

Quando em fins dos ´80 do século passado, a URSS colapsou; e com ela todo o bloco do Leste da Europa; esta estava no médio de uma forte tormenta ec…

Daniel Lago
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información