3013 fans     1094 seguidores     33 seguidores - Club Adiante - Dirixe: Xosé Manuel Lema [Contacto]
Orange Santa Comba
Formula Hit

Daniel Lago

Daniel Lago

Nado en Vigo, en 1979.Licenciado em CC. políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais.Especialidade Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto.Empresario do sector financeiro e da gestão de riscos e a proteção financeira.Membro do CPN de Compromiso por Galicia 

"Jovem faça coma mim, não se meta em política"

Publicada: 21/07/2016

Aumentar texto Disminuir texto Reiniciar texto
2
4
0

Email Google+ Pinterest Menéame Chuza! Cabozo

Tempo de lectura: 7 minutos e 5 segundos.

 Estamos de fronte à terceira forma institucional de controlo e de dominação do poder criada na Europa. Ora bem, esta nova forma de poder político que é a UE, nasce no lado de um mundo que vive de cheio um processo de globalização, que define e direcciona muito deste processo europeu. Uma globalização que baseia numa competitividade mundial pelo controlo dos capitais financeiros, uma tomada de decisões num nível de um âmbito mundial e uma revolução das TIC´S e do “big data”; numa competitividade que gira entorno a blocos regionais, que aportam certa coesão política e económica para o aceso a um mercado global.

Este processo em formação, em convívio com antigas estruturas, produz um continuo conflito onde o governo é fragmentado e o capitalismo-financeiro recolhe para si partes do sector público, afastando sectores clássicos da população que eram beneficiários de estas estruturas e criando ao tempo uma dualidade entre a população que acede à informação que é transmitida a imensas velocidades e outra parte da população que fica afastada destes fluxos de informação. Esta nova complexidade, que leva à perda de referentes no político e no ideológico e ao abandono, finalmente das políticas de bem-estar, todo isto, fez finalmente que muita parte da população afronte uma grande desafeição de cara a uma nova situação onde observam como perdem a sua posição inicial e rematam numa situação que consideram individualmente muito pior. Além disto, e junto a isto, transitamos cara uma democracia elitista, onde a formalidade da mesma, reside nuns mecanismos mínimos de participação a través de eleições periódicas e onde as demandas sobre o sistema político cada vez são menores.

Uma restrição e monopolização de actores políticos além de uma restrição mesma do que pode e deve ser discutido politicamente, levando a uma fraca participação activa na formação de inputs no sistema político, que finalmente revela um colapso entre um discurso inclusivo e uma realidade exclusiva. Da mão desta nova democracia, já varias vezes novelada, os mass-média difundem ruído, ao tempo que transladam uma imagem de “cidadão pacato”, geralmente despolitizada e sem conteúdo ideologizado. A televisão, presente em todos os lares, resolve que fiquemos indiferentes do texto escrito e da conversa e tomemos posse da nossa posição de espectadores.

Este novo método de vivencia política está a viver uma nova dimensão, que trasladada na cidadania, significa muitas mijadas fora do penico e reacções que são actos reflexos, mais do que acções sociais. Na mesma na que diluem-se os limites entre cultura e diversão, diluem-se também, os limites entre democracia e ordem hegemónico. O tempo mediático marca o discurso politicamente correcto e achega aos “opinia makers” à categoria de lideres. As gentes colam respostas viscerais e despreocupam de reflexionar sobre as consequências das suas decisões, baseadas numa suposta eleição racional, que realmente agocha uma irreflexiva eleição. Perdesse a componente de utopia no discurso, já que a mesma não pode ter um traslado visual e televisivo e achegasse a um novo discurso, em termos muito mais utilitarista e da eficácia. Uma política “espectáculo” com um único objectivo que é achegar e acumular o maior número de votos.

Para isto é que centra toda uma anterior diversidade, em uma nova ordem de unidade de imagens de lideres que tentam achegar carisma e que substituem ideias por gestos simbólicos e televisivos. A televisão que como a antiga lareira enche de luz as nossas vivendas, actua hoje em dia de centro da vida doméstica, ao tempo que traslada mensagens visuais e imediatas, sobre uma realidade sobre a que se cria um relato vácuo. Invade a nossa privacidade e traslada uma realidade minimizada por uma câmara de vídeo e trasladada exponencialmente nas redes sociais. O que pretende, no fundo, é achegar sempre uma boa dose de niilismo aos espectadores-votantes que agem como meros recipientes e repetidores, dos slogans e dos argumentos maciços, que retro-alimentam ao próprio circuito votante des-ideoligizado e partido político des-ideoligizador. 

Se queres podes deixar un comentario sobre esta opinión no Facebook:

Pódeche interesar...

Os servidores de Putin

Daniel Lago

A última nova do que acontece nesta guerra “híbrida” é o back-up dos telemóveis chineses, de milhares de dados de utentes ocidentais, não é mais do que uma das batalhas que nestes dias acontecem por todo o mundo. Uma parte mais da guerra “híbrida”, uma guerra onde o “Big Data” e isso que demos em chamar a “Internet das coisas” joga já um plano fundamental. As novas tecnologias e as redes sociais são um novo campo de batalha.   Como curiosidade a China, depois do I…

Daniel Lago
Ler máis

Presupuestos Participativos de la Marea, un “éxito”

Nacho Louro

El invento de los “presupuestos participativos” no es más que un brindis al sol de la nueva política populista para vendernos que frente al sistema político de “democracia representativa”, es mejor el sistema de la “democracia participativa”, en donde los ciudadanos tienen una mayor participación en la toma de decisiones políticas, más allá de ejercer el derecho a voto cada cuatro años, con el que elegimos a nuestros representantes.    Hemos conocido el resultado del …

Nacho Louro
Ler máis

Raro o rato chorar a morte do gato

Daniel Lago

Quando em fins dos ´80 do século passado, a URSS colapsou; e com ela todo o bloco do Leste da Europa; esta estava no médio de uma forte tormenta económica, tinha batalhas e guerras abertas além e aquém do mundo e nas suas sociedades tinha-se ingerido uma mais do que forte insatisfação com o sistema, no que crescia a corrupção, o clientelismo e as desigualdades, numa sociedade governada por uma elites “white collar” que cresceram, dentro, por e para, o sustimento do PCUS e do aparel…

Daniel Lago
Ler máis

Noticias sobre A Costa da Morte, as suas comarcas e os seus concellos: Bergantiños, Soneira, Camariñas, Carballo, Cee, Corcubión, Dumbría, Fisterra, Muxía, Vimianzo, Santa Comba e Zas.
Opinión
Merca o teu pobo Santa Comba Nadal 2016
DAC Outono Cultural
Mantido S.L. Construcciones y Obras Públicas
Concello da Laracha
Concello de Mazaricos
En breves

Adiante TV

Opinión

Os servidores de Putin

Daniel Lago

A última nova do que acontece nesta guerra “híbrida” é o back-up dos telemóveis chineses, de milhares de dados de utentes ocidentais, não é …

Daniel Lago
Ler máis

Presupuestos Participativos de la Marea, un “éxito”

Nacho Louro

El invento de los “presupuestos participativos” no es más que un brindis al sol de la nueva política populista para vendernos que frente al sist…

Nacho Louro
Ler máis

Raro o rato chorar a morte do gato

Daniel Lago

Quando em fins dos ´80 do século passado, a URSS colapsou; e com ela todo o bloco do Leste da Europa; esta estava no médio de uma forte tormenta ec…

Daniel Lago
Ler máis

Conversas na Encrucillada

Usamos cookies propias e de terceiros para mostrar publicidade personalizada segundo a súa navegación. Se continua navegando consideramos que acepta o uso de cookies. OK Máis información