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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado en Vigo, en 1979.Licenciado em CC. políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais.Especialidade Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto.Empresario do sector financeiro e da gestão de riscos e a proteção financeira.Membro do CPN de Compromiso por Galicia 

"A UE cara o colapso:Juntos da mão cara a extinção"

Publicada: 13/07/2016

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Tempo de lectura: 7 minutos e 33 segundos.

 Tenho eu tendência a olhar cara o mundo e onde a maior parte acha unicamente problemas, eu tento olhar oportunidades. Assim ante todos os problemas que o Brexit poderia trazer para o sucesso da UE, temos que resolver como aproveitar-nos para virar as políticas da UE e a suas estruturas tecnocráticas e burocráticas, cara uma UE mais pós-moderna, que achegando sempre os princípios da democracia e do respeito às minorias, leve, num longo prazo a uma nova configuração do mapa político da velha Europa, junto com um novo modelo sustentável de economia.

O primeiro, a reorganização do mapa político, logicamente “per se”, não é nada significativo: nem positivo, nem negativo, num principio. Se bem, num contexto de aparição de uma nova ordem mundial, fruto dum novo modelo de capitalismo, já basicamente financeiro, certamente à UE tocar-lhe-ia mexer alguma das suas estruturas para afrontar os novos reptos e as novas metas aos que estamos a enfrentar. Estes novos reptos, requerem desde já, um novo cenário que parte de umas novas realidades. Porem, um dos problemas nos que está a cair a UE, está na maneira de reagir, ante estas novas realidades, por parte de uma grande parte das nossas sociedades. A Europa volta politicamente a viver do medo e da cólera no discurso político.

O medo face os emigrantes e centrado num objectivo definitório na figura dos refugiados que fogem da guerra e do terrorismo do ISIS, mobilizou uma grande parte de gente no lado do Brexit. Um medo emocional e alongado dentro de um discurso abertamente xenófobo e nacional-patriótico de estadonação bismarquiano, onde os cidadãos são “súbditos” e procuram no estado, unicamente, uma protecção de tipo feudal. A cólera face as políticas “neo-con” que lideram na UE durante os últimos 25 anos, que empobrecem às classes medias, com um reflexo culpável nas políticas de controlo do défice e com um objectivo definitório na figura da “Troika”, também mobilizou a uma grande parte de gente no mesmo lado do Brexit. Uma maneira de reagir colérica, num discurso de volta a uma situação anterior à crise do estado de bem-estar, na base de uma volta a uma economia autárquica e a elementos de soberania “nacional”, também de origem no estado bismarquiano, e que oferecem uma nova base para a recreação do novo estado policia.

As novas metas, no espaço da UE, estarão em seguir mantendo e alongando um espaço, único no mundo, de protecção social e de liberdades para a cidadania europeia. Uma meta que tem que contar com um novo discurso económico, já que o actual colide claramente com o mantimento e alargamento do espaço de bemestar e de criação de riqueza no que viveram as sociedades europeias nos últimos 50 anos. Um espaço de seguridade e paz, dentro de um mundo com múltiplas ameaças globais que vão desde o climático até o militar, e onde as guerras hoje são híbridas e jogam em vários vectores: desde a confrontação da opinião pública, aos ataques cibernautas, à guerra económica ou à guerra energética. Umas metas de cada vez mais longínquas, numa UE em processo de colapso estrutural e na fim dum ciclo histórico. Uma UE que sofre múltiplos ataques tanto internos como externos.

Ataques que procuram uma viragem cara o Este dos núcleos de poder mundial num novo eixo principal cara a China e a Rússia. Desde os conflitos militares na Ucrânia, na Líbia ou na Síria, os mais deles resultado das revoluções políticas de “cores” em começo do S. XXI; até a auge de partidos declaradamente euro-cepticistas e de marcada mensagem populista no seio da UE, os mais deles com conexões directas ou “amores” políticos e económicos com a Rússia; todos os indicadores levam à necessidade de criar e adoptar um novo rumo, se realmente, entendemos que a UE, é algo positivo e necessário num mundo de cada vez, mais complexo e global; e que de cada vez, mexe mais na ambiguidade e na falha de certidão.

A partir do Brexit, temos por diante uma oportunidade de tomar umas novas políticas na UE. No seu seio, afrontando com novas respostas à crise fiscal e à crise demográfica dos seus membros; e no externo;, apostando por uma aliança para os reptos globais de sustentabilidade e de ordem militar que parece que o mundo, de aqui em 30 anos, vai a defrontar. 

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