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Daniel Lago

Daniel Lago

Nado en Vigo, en 1979.Licenciado em CC. políticas pela USC (1998-2003) especialidade em estudos políticos e relações internacionais.Especialidade Estudos Europeus na Universidade Moderna de Porto.Empresario do sector financeiro e da gestão de riscos e a proteção financeira.Membro do CPN de Compromiso por Galicia 

Á terceira Mariano, irá a vencida, ou naõ

Publicada: 30/06/2016

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Tempo de lectura: 7 minutos e 36 segundos.

O domingo 26 de Junho de 2016 o panorama político das Cortes Gerais do Reino da Espanha virou cara a uma configuração com um maior apoio ao partido maioritário. Um apoio que é insuficiente para a formação de um governo de aliança durável e estável no tempo que deveria durar a legislatura. É insuficiente, já que o PP, partido que tem o maior número de votos e de deputados, não pode conformarem uma maioria que aprove leis e tire para adiante uns pressupostos gerais do estado.

A política de pactos, da que sim soube tirar proveito na primeira legislatura de Aznar, a dia de hoje, está quebrada, ele mesmo é que foi ailhando-se dentro do espectro político. Unicamente poderia chegar a ter o apoio de C´s, que como partido com vocação e discurso claramente constitucionalista é o único em condições de chegar a um pacto de governo. Ora bem, sempre e quando Rajoy abandone o tabuleiro. O PP não vai sacrificarem ao seu “Rei” para deixar no tabuleiro unicamente à “Reina”. O xeque-mate a Rajoy que querem jogar desde C´s não é factível, com certeza, já que deixaria ao PP sujeito totalmente a qualquer um dos propósitos dos de Rivera. 

Além do mais, temos um panorama onde este pacto PP+C´s precisa de uma terceira pata que segundo apontam os mass-média sistémicos tem que ser, principalmente, o EAJ-PNV com os seus actuais 5 deputados. È neste ponto, onde a chave da Moncloa recai novamente numa força política das chamadas “periféricas”. Uma força que andou desaparecida das mensagens oficiais na campanha eleitoral e que agora é chamada a resgatar e a encaminhar ao “stablisment” do estado. Para isto, já tem concedido mais eco e ressonância à sua mensagem e à sua própria existência, nestes dias pos-eleitorais, que em toda a campanha eleitoral. Folga dizer, que os abertzales jogam neste outono na casa. E isso é o que entendem como o seu habitat próprio.

As eleições da Comunidade Autónoma do País Basco, marcam o futuro da coligação de governo no Reino da Espanha e inabilitam esse caminho. Sobre um discurso centralizador e de construção de nacionalismo financeiro do BOE não pode chegar o acordo. Além do factor de temporalidade ante a proximidade das eleições bascas, somamos também que a sua mensagem política, não coincide com a versão oficial da construção do discurso maioritário político da actualidade. O caso é que esta gente não fala de dietas de alcachofras, nem de basear o modelo económico nas orquestras Panorama ou Paris de Noia.

O caso, resulta no final, numa luta política e social, entre o modelo de capitalismo financeiro de concentração de capitais e meramente especulativo e extractivo no que transitam os partidos políticos de PP e C´s e sobre os que estes constroem um modelo de Espanha, representado finalmente, na centralidade da Fortaleça-Nação situada em Madrid. Isto confronta a um outro modelo político e económico; o daqueles que temos uma versão mais pós-moderna do conceito de nação-estado; de cada vez mais afastada do modelo nascido de Westfalia; com a assunção de estruturas de distribuição e partilha dos elementos da soberania, hoje já num complexo jurídico e institucional que prescinde em muito desses elementos. Ao tempo, juntamente a este modelo de construção de novas realidades políticas, no económico parte de um modelo de capitalismo muito mais próximo ao Renano e caminha cara uma economia enxertada já no quarto sector e nos novos modelos produtivos de economia sustentável e de economia do conhecimento. 

Que pretendo dizer com tudo isto no fundo. Pois, que o afundamento no modelo económico próximo aos “neo-con” do PP e de C´s; na hipótese de ter sucesso; colide com um outro, que apoia em muito, em incentivar politicamente um forte tecido industrial com altíssimos índices de inovação e numas sólidas e duradoiras políticas sociais e de redistribuição da riqueza, ademais de achegar modelos de pós-modernidade como o feminismo ou o ambientalismo a essas sociedades. Note-se que não falo nem em discursos atávicos, nem telúricos, para explicar a improbabilidade de um acordo neste sentido. Note-se que vamos ir, mais do que provavelmente, a umas novas eleições a Cortes Gerais, onde; desta vez sim; o modelo de capitalismo financeiro “capitalino” terá um apoio eleitoral suficiente se a soberania popular assim o representa, ou não.

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